O CFO do estúdio responsável por The Witcher e Cyberpunk não acredita no modelo económico usado em tantos jogos modernos.
A CD Projekt volta a mover os seus trabalhadores para se focarem mais em projetos futuros. No mais recente relatório trimestral, o grupo de estúdios polaco revela que a equipa encarregue da produção do próximo jogo de The Witcher, conhecido como Projeto Polaris, tem atualmente uma equipa de 403 produtores, ficando apenas 17 a dar suporte a Cyberpunk 2077. De notar, também, que o projeto Orion, o próximo jogo de Cyberpunk, já tem 47 pessoas anexadas ao mesmo.
Ainda sem datas, o futuro dos dois grandes projetos da CD Projekt recebem uma informação tangencial sobre a sua natureza. Numa entrevista ao portal polaco StockWatch.pl, o CFO da companhia, Piotr Nielubowicz, foi questionado sobre se os futuros jogos iriam conter algum tipo de microtransações, e Nielubowicz respondeu com boas notícias, por enquanto.
“Não encontramos um lugar para microtransações em jogos single-player. No entanto, não descartamos essa solução no futuro, no caso de jogos multijogador.”
A resposta é uma espécie de “nim”, dado que a parte central de The Witcher e Cyberpunk, nos seus próprios projetos, serão os modos a solo/de história, com os quais os jogadores poderão relaxar e jogar com tudo o que lhes for oferecido, sem custos adicionais. A exceção? Talvez as tradicionais expansões.
A questão levantada é atualmente relevante, dado que a Capcom lançou recentemente Dragon’s Dogma 2, um RPG de fantasia, com foco nas aventuras a solo do jogador, que está a ser altamente criticado pelos jogadores pela forma predatória que a Capcom escolheu monetizar o seu jogo, escondendo funções como fast-travel atrás de uma transação monetária opcional.
