A mina de Neves-Corvo vai receber o maior parque solar para autoconsumo do país. O projeto irá cortar 41.000 toneladas de CO2 anuais.
A EDP, o Grupo Greenvolt e a Boliden Somincor uniram-se para desenvolver a maior Unidade de Produção para Autoconsumo (UPAC) de energia solar em Portugal. A infraestrutura será instalada na Herdade de Neves da Graça, em Castro Verde, junto à mina de Neves-Corvo, com o intuito de reforçar a independência energética de uma das maiores explorações de zinco da Europa.
Com uma capacidade instalada de 49 megawatts-pico (MWp), a central fotovoltaica ocupará uma área de aproximadamente 55 hectares, situada em terrenos que integram a atual concessão mineira. A conclusão da obra e a respetiva entrada em funcionamento estão previstas para o segundo semestre de 2026. Quando estiver plenamente operacional, o complexo solar produzirá perto de 100 gigawatts-hora (GWh) por ano, volume que cobrirá o equivalente a um terço do consumo total anual da infraestrutura mineira. O desenvolvimento inclui, adicionalmente, a expansão da subestação elétrica que serve o complexo.
No plano ambiental e financeiro, a central garante uma redução anual superior a 41.000 toneladas nas emissões de dióxido de carbono da Boliden Somincor. Para além disso, assegura uma diminuição da dependência face à rede elétrica nacional e confere maior estabilidade e previsibilidade aos custos energéticos da operação. A gestão da unidade será assegurada pela EDP durante um período de 12 anos após a sua conclusão. O planeamento desta UPAC iniciou-se há mais de um ano, envolvendo trabalhos de engenharia e licenciamento que implicam a contratação de cerca de 200 profissionais ao longo de todo o processo.
A execução do projeto materializa a estratégia de descarbonização da Boliden Somincor, que assume esta infraestrutura como uma adaptação essencial para mitigar o impacto ambiental das suas práticas no Baixo Alentejo, região onde atua como o principal empregador. Para o Grupo Greenvolt, a escala da empreitada posiciona-se como um referencial inédito a nível nacional para a indústria intensiva, comprovando a viabilidade de aliar a transição energética à competitividade económica, através da redução estrutural de custos com energia.
