O objetivo do metrobus será ligar o centro da cidade ao Faralhão e às praias do Sado, libertando espaço urbano e aproximando a cidade do rio.
Setúbal está a preparar-se para grandes mudanças na mobilidade e na frente ribeirinha, enquanto a Câmara trabalha para reorganizar o estacionamento na cidade. A presidente Dores Meira, em entrevista ao ECO/Local Online, explica os planos para substituir o troço leste da linha férrea e o viaduto associado por um metrobus, que promete ligar o centro da cidade ao Faralhão e às praias do Sado, libertando espaço urbano e aproximando a cidade do rio. “Estamos a fazer estudos, pode demorar um ou dois anos, e são necessários fundos comunitários. Depois, tudo o que se quer na zona ribeirinha vai avançar com investimento privado“, afirma a autarca.
A marina de Setúbal e a revitalização da frente ribeirinha são apontadas como projetos estruturantes que dependem de capitais privados e concursos internacionais. Dores Meira sublinha que a Câmara não utilizará fundos próprios nestas obras, limitando-se a investir em equipamentos públicos, como um novo teatro de média dimensão e um centro náutico. “Toda a realização da zona ribeirinha tem já novos proprietários, uns com projetos aprovados, outros a submeter novos planos”, explica. A intenção é transformar a frente ribeirinha num espaço urbano mais acessível, funcional e integrado na cidade, sem comprometer as finanças municipais.
Outro ponto importante é o estacionamento na Avenida Luísa Todi. A Câmara está a rever contratos antigos e concessões de estacionamento, eliminando avenças históricas e ajustando tarifas e tempos das zonas tarifadas. O objetivo é garantir igualdade de acesso e aliviar a pressão sobre trabalhadores e cidadãos que diariamente utilizam estas áreas. “Estamos a limpar avenças que a Câmara pagava sem justificação e a reduzir tarifas e tempos das zonas tarifadas. Quem trabalha na área não deve ser penalizado pelo estacionamento”, afirma Dores Meira.
Segundo a presidente, estas intervenções fazem parte de uma estratégia mais ampla de reorganização urbana e financeira do município, que inclui também a gestão rigorosa de dívidas antigas e a necessidade de recorrer a fundos externos para projetos de grande dimensão.
