O município de Aveiro apresentou o projeto de requalificação do Bairro da Beira-Mar, que prevê uma intervenção faseada e um investimento de 13 milhões de euros.
A Câmara Municipal de Aveiro apresentou o projeto de requalificação do Bairro da Beira-Mar, um dos espaços mais marcantes do centro histórico da cidade.
O plano propõe uma intervenção abrangente no tecido urbano, procurando equilibrar mobilidade, ambiente e vivência quotidiana. O Bairro da Beira-Mar é considerado peça central na identidade de Aveiro, tanto pelo valor histórico e arquitetónico como pelo papel que desempenha na dinâmica social e económica local. O projeto pretende responder a desafios de acessibilidade, fluidez do trânsito, qualidade ambiental e organização dos espaços de uso público, com o objetivo de tornar a área mais inclusiva e sustentável.
A operação de requalificação foi estruturada em três zonas – Poente, Central e Norte -, de modo a permitir uma execução faseada e coerente. A primeira fase de obra, com lançamento de concurso previsto para o segundo trimestre deste ano, incidirá sobre a zona poente do bairro, abrangendo um conjunto de arruamentos que inclui o Cais das Falcoeiras, a Rua Dr. Bernardino Machado e o Largo da Praça do Peixe, entre outros. Nestas ruas será feita uma reorganização detalhada do espaço público, com atenção à medição, orçamentação e execução dos trabalhos.
O projeto prevê também intervenções nas zonas Central e Norte, que cobrem áreas entre o Cais dos Boteirões, a Rua de São Roque e o Largo de Nossa Senhora das Febres, estendendo-se até ao Largo de Vera Cruz. A autarquia reconhece que o bairro apresenta atualmente um claro desequilíbrio na distribuição das funções urbanas, com excessiva predominância do automóvel face aos espaços destinados a peões e ciclistas. A proposta aposta num novo desenho urbano que redistribui o espaço e privilegia os modos suaves de deslocação.
Entre os objetivos destaca-se a criação de percursos pedonais e cicláveis contínuos, a ampliação das zonas de estadia e convívio e a melhoria do ambiente urbano, com mais vegetação, iluminação eficiente e mobiliário renovado. A autarquia defende uma abordagem de “desenho universal”, garantindo acessibilidade plena a pessoas com mobilidade reduzida e eliminando barreiras arquitetónicas. Está igualmente prevista a reorganização do estacionamento e a introdução de medidas que reduzam a velocidade automóvel dentro do bairro.
As melhorias estendem-se às infraestruturas subterrâneas e aos sistemas urbanos, com a renovação das redes de águas pluviais, abastecimento e iluminação pública, esta última com tecnologia LED. O objetivo é aumentar a sustentabilidade e a eficiência energética, além de diminuir ruído e emissões, reforçando a qualidade de vida de residentes e visitantes.
O investimento global ronda os 13 milhões de euros, dos quais cerca de 3 milhões serão aplicados na primeira fase.
