O CAMA é um novo sistema de descanso que utiliza sensores e robótica para adaptar a superfície de apoio ao corpo enquanto dorme.
A Water Robotics apresentou na CES 2026 o CAMA, descrito pela empresa como o primeiro sistema de descanso totalmente adaptativo do mundo. A empresa chama a esta abordagem uma “ergonomia ativa”, uma vez que se baseia na capacidade de o próprio objeto reagir fisicamente ao corpo humano em tempo real.
De acordo com a Water Robotics, o conceito parte da forma como o corpo se comporta durante o sono. Quando o corpo deixa de estar sob controlo consciente, durante o sono, passa a depender do ambiente para obter suporte. Apesar disso, o mobiliário, em particular as camas, manteve-se essencialmente estático ao longo de séculos. E o CAMA foi precisamente desenvolvido para atuar nesses momentos, funcionando como uma estrutura de suporte dinâmica que aprende a forma como cada pessoa repousa, se movimenta e distribui o peso, adaptando-se de forma contínua sem interferir com o descanso.
O sistema combina robótica, sensores e inteligência artificial para alterar a superfície de apoio ao longo da noite. Ao contrário das camas convencionais, que mantêm a mesma configuração independentemente da postura, o CAMA integra mais de 10.000 sensores de pressão distribuídos sob o colchão. Esses sensores constroem um mapa do corpo em tempo real, permitindo identificar postura, movimentos e a pressão exercida sobre músculos e articulações. Com base nessa informação, blocos adaptativos atuam de forma independente, ajustando o suporte exatamente onde é necessário, de modo silencioso e automático.

A estrutura interna assenta num chassis em alumínio de grau aeroespacial, escolhido pela leveza, resistência e estabilidade a longo prazo. Já a armação foi concebida para permanecer rígida e invisível ao utilizador, assegurando que o funcionamento do sistema adaptativo decorre sem ruído nem vibrações perceptíveis.
Quanto ao conforto, a Water Robotics recorreu a materiais naturais, como látex para amortecimento responsivo e seda mulberry nas superfícies de contacto com a pele. A composição inclui ainda materiais respiráveis e sensíveis à temperatura, pensados para uma utilização diária prolongada. Apesar da complexidade técnica do sistema, não existem sensores visíveis nem interfaces manuais obrigatórias: o comportamento adaptativo funciona em segundo plano, sem modos predefinidos ou rotinas que tenham de ser configuradas pelo utilizador.
No fundo, o suporte evolui de forma contínua à medida que o corpo repousa e se move, permitindo que a adaptação acompanhe o utilizador ao longo de toda a noite. As pré-encomendas do CAMA começam a 8 de janeiro, mas, até ver, nada se sabe sobre disponibilidade no mercado, nem sequer preços.
