Com investimento de mais de 2 milhões de euros, o Marvão Hotel Museu tem 12 quartos e abre esta semana.
No nº 1 da Rua do Castelo, em Marvão, distrito de Portalegre, ergue-se um antigo edifício que não passa despercebido: na parede encontra-se uma janela Manuelina, facilmente reconhecida no interior da vila muralhada. Outrora um edifício de habitação, foi comprado por Jorge Rosado que, com um investimento na ordem dos 2,3 milhões de euros, o recuperou e reconverteu no “primeiro hotel museu” do Alto Alentejo, o Marvão Hotel Museu.
A nova unidade hoteleira de quatro estrelas da vila dispõe de 12 quartos, um restaurante, uma sala panorâmica com lareira e um terraço no quarto piso com jacuzzi de água salgada, entre outros espaços dedicados à experiência dos hóspedes. Mas há algo que se destaca neste projeto: o Museu da Pedra à Pólvora, um museu integrado no hotel que apresenta uma exposição de armas, objetos e documentos relacionados com a história da vila de Marvão e a sua ligação transfronteiriça com Espanha.
Segundo os promotores em comunicado, o museu “nasceu da amizade e visão” entre Jorge Rosado e José Rivero Sudon, natural de Albuquerque, em Espanha. Esta foi uma colaboração que resultou num espaço que “não é apenas uma galeria, mas um tributo às memórias e ao esforço partilhado entre as duas culturas fronteiriças, oferecendo aos hóspedes uma imersão autêntica no património local“, diz Jorge Rosado.
O Marvão Hotel Museu oferece ainda aos hóspedes um serviço de shuttle gratuito intramuralhas, que leva os clientes da entrada da vila até ao edifício, tornando o património e as ruas de Marvão “mais limpas”, diminuindo o trânsito no interior da vila histórica, e proporcionando uma experiência exclusiva e confortável aos visitantes. A inauguração está marcada para esta quinta-feira, 12 de março.
