A Tesla tenta recuperar com modelos mais baratos e novos projetos, mas a BYD consolida-se como líder mundial de veículos elétricos, dominando o mercado europeu.
Em 2025, a Tesla perdeu a liderança do mercado global de veículos elétricos para a chinesa BYD. A empresa de Elon Musk entregou 1,64 milhões de automóveis, uma queda de cerca de 9% face ao ano anterior, enquanto a BYD vendeu 2,26 milhões de veículos, impulsionada pelo crescimento na Europa e pelas fortes vendas fora da China.
O quarto trimestre foi particularmente complicado para a Tesla, com entregas a caírem para 418.227 veículos, abaixo das previsões dos analistas. Entre os fatores apontados estão o fim dos incentivos fiscais nos Estados Unidos, que até setembro mantinham a procura elevada, e a associação pública de Musk a políticas conservadoras, que afetou a imagem da marca em vários mercados europeus. França, Suécia e Bélgica registaram quedas significativas nas vendas, enquanto Portugal teve uma redução de 22%. A Noruega foi uma exceção, com um aumento de 40%.
Para tentar inverter a tendência, a Tesla lançou versões mais baratas dos modelos Y e 3, reduzindo os preços. Em Portugal, o Model Y Standard pode ser adquirido a partir de 40.975€, enquanto que o Model 3 mais acessível custa a partir de 36.990€.
Apesar da quebra nas vendas, os investidores mantêm confiança na Tesla, apostando nos planos de Musk para o futuro. A empresa tem investido em robotáxis, robôs domésticos e soluções de armazenamento de energia, tentando diversificar a sua atividade e justificar a valorização em bolsa. As ações da Tesla fecharam 2025 em alta de cerca de 11%, mesmo com os resultados mais fracos na venda de automóveis.
Por sua vez, a BYD consolidou o seu crescimento global, aumentando quase 28% as vendas totais e afirmando-se como líder mundial. A concorrência chinesa tem mostrado grande capacidade de expansão e adaptação, tornando o mercado mais competitivo, especialmente na Europa e na Ásia.
Para 2026, a Tesla prevê vender 1,75 milhões de veículos, um ligeiro aumento face a 2025, e mantém a meta de atingir três milhões até ao final da década. A empresa aposta que os novos projetos em inteligência artificial e robótica possam compensar a perda de quota de mercado, enquanto enfrenta concorrentes cada vez mais fortes e agressivos.
