“SWIM” faz parte de Arirang, o quinto e mais recente álbum de estúdio dos BTS, já disponível nos locais do costume.
Lisboa foi o cenário escolhido pelos BTS para a gravação do videoclipe de “SWIM”, o single de apresentação do seu quinto e mais recente álbum de estúdio, intitulado Arirang, já disponível nas lojas físicas e nas plataformas de streaming.
As filmagens na capital portuguesa envolveram a conjugação de imagens captadas a bordo de um navio real com cenários edificados em estúdio, uma estratégia de produção desenhada para conferir uma escala cinematográfica à obra visual. Com realização a cargo de Tanu Muino e protagonizado pela atriz norte-americana Lili Reinhart, o videoclipe transporta o espetador para uma embarcação que navega num oceano infinito, funcionando como uma representação simbólica de um espaço de cura e crescimento pessoal.
No interior desse navio, a narrativa visual acompanha uma mulher que enfrenta períodos de dor e incerteza, sendo apoiada de forma discreta pelos sete elementos do grupo sul-coreano. A jornada de recuperação culmina no momento em que a protagonista reflete e encontra a força necessária para prosseguir, com uma componente visual complementada por uma performance coreográfica contida e deliberada. Os movimentos executados pelos BTS evidenciam uma consciência do espaço, apostando em gestos simples e repetitivos durante o refrão. Esta abordagem transmite o tom emocional do tema com precisão e elegância, refletindo uma maturidade artística que prescinde de dinâmicas expansivas para potenciar a imersão do público.
O lançamento de Arirang, que marca o reencontro da formação após um período de três anos e nove meses, sintetiza a atual identidade dos BTS e a universalidade das emoções que vivenciam, marcando um claro regresso às suas origens na Coreia do Sul. O conceito central inspira-se na canção tradicional coreana homónima, um símbolo transgeracional de resiliência, saudade e distância. Historicamente, a composição “Arirang” figura como uma das primeiras músicas coreanas gravadas nos Estados Unidos, um marco registado em 1896 através da colaboração entre cidadãos coreanos e a etnóloga norte-americana Alice Fletcher.
