Reabilitação da Biblioteca Municipal do Porto deve arrancar apenas no segundo semestre de 2026

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A Biblioteca Municipal do Porto continua encerrada e só deverá reabrir após a conclusão das obras de reabilitação e ampliação, previstas para meados de 2029.

A Biblioteca Municipal do Porto continua fechada há quase dois anos, à espera do início das obras de reabilitação e ampliação delineadas pelo arquiteto Eduardo Souto Moura, cujo projeto foi apresentado no início de 2024. A intervenção, inicialmente prevista para terminar no final de 2027, acumula agora atrasos que adiam a conclusão para meados de 2029, já que a consignação da obra só deverá ocorrer no segundo semestre deste ano.

O antigo Convento de Santo António da Cidade, edifício que acolhe a biblioteca desde 1842 por determinação de D. Pedro IV, foi alvo do primeiro concurso público lançado pela Go Porto a 16 de maio de 2024. O procedimento estabelecia um valor base de 26,5 milhões de euros e um prazo de três anos para execução, com início previsto em dezembro, mas acabou por não atrair propostas, ficando deserto.

Em abril de 2025, quase um ano depois, a Câmara lançou um novo concurso, mantendo o prazo de execução mas com o valor base ajustado para 34,5 milhões de euros, um aumento de cerca de 30%. Apesar de a expectativa ser que as obras arrancassem no final desse ano, a intervenção voltou a ser adiada.

Ao Jornal de Notícias, a Go Porto disse ter recebido cinco candidaturas de empresas consideradas qualificadas, que estão a ser analisadas num processo que deverá prolongar-se até fevereiro de 2026. Se tudo decorrer dentro do previsto, a consignação poderá acontecer nos primeiros meses do segundo semestre, empurrando o início dos trabalhos para depois de junho. A autarquia, contudo, mantém-se cautelosa e não fixa uma data definitiva para o arranque da empreitada, dada a complexidade do procedimento.

O projeto de Souto Moura contempla a recuperação do edifício histórico e a construção de duas novas estruturas no terreno que antes funcionava como parque de estacionamento. Este espaço revelou vestígios do antigo cemitério de Santo Ildefonso, criado em 1833 por D. Pedro IV para sepultar vítimas da epidemia de cólera durante o Cerco do Porto. O arquiteto, que já assinou o auditório com entrada pela Rua do Morgado de Mateus, propõe assim a ampliação da biblioteca sem comprometer o valor histórico do edifício.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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