A Bandcamp tornou pública a sua política sobre inteligência artificial, proibindo música e áudio gerados total ou maioritariamente por sistemas automáticos.
A discussão em torno do papel da música na sociedade e da forma como os artistas são apoiados voltou a ganhar relevo com a posição assumida pela Bandcamp sobre a utilização de inteligência artificial generativa. A plataforma defende que a música deve ser entendida como uma expressão cultural profundamente humana, resultado de um diálogo coletivo que atravessa séculos e antecede qualquer lógica de mercado ou consumo massificado.
De acordo com a Bandcamp, os músicos ocupam um lugar central nas comunidades onde se inserem, contribuindo para a identidade cultural e para a coesão social. Esta visão esteve na origem da criação da plataforma, pensada para aproximar artistas e ouvintes e para permitir que o apoio financeiro chegue de forma direta e equilibrada a quem cria, garantindo condições para a continuidade do trabalho artístico.
Neste contexto, a empresa decidiu tornar pública a sua política relativa à inteligência artificial generativa aplicada à música e ao áudio. A Bandcamp estabelece que não são permitidas obras criadas total ou maioritariamente por sistemas de geração automática, nem conteúdos que recorram a estas ferramentas para imitar artistas ou estilos reconhecíveis, em conformidade com as regras já existentes sobre usurpação de identidade e violação de direitos de autor.
A plataforma indica ainda que qualquer conteúdo suspeito pode ser sinalizado pelos utilizadores para análise, reservando-se o direito de remover música sempre que existam indícios de recurso significativo a inteligência artificial.
