O projeto de exploração mineira da Lagoa Salgada foi chumbado pela APA devido aos riscos para os aquíferos e por se localizar numa zona protegida de captação de água.
A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu um parecer desfavorável ao projeto mineiro da Lagoa Salgada, destinado à exploração de cobre, chumbo e zinco nos concelhos de Grândola e Alcácer do Sal, por considerar que a iniciativa teria impactos negativos muito significativos nos recursos hídricos. A entidade concluiu que este fator é determinante, uma vez que a exploração estaria localizada numa área classificada como zona protegida para a captação de água subterrânea destinada ao abastecimento público.
Segundo a promotora Redcorp – Empreendimentos Mineiros, o investimento previsto ascendia a 196 milhões de euros, com a criação estimada de cerca de 300 postos de trabalho diretos e 700 indiretos. A construção da mina estava programada para o primeiro trimestre deste ano, enquanto o início da exploração mineira estava previsto para o segundo semestre de 2027, com uma duração estimada de 11 anos. A produção diária apontada para a Lagoa Salgada rondaria as 5480 toneladas de minério.
A instalação da mina implicaria o abate de extensas áreas de montado de sobro e teria impactos nas captações de água que abastecem as localidades de Vale de Guizo, Mil-Brejos Batão, Rio de Moinhos e Torrão.
