Este novo polo, com conclusão prevista para cinco anos, dará resposta a mais de 9 mil pacientes sem médico, e empregará cerca de 400 pessoas.
A Câmara Municipal de Torres Vedras, em colaboração com a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), apresenta hoje e amanhã o projeto do novo Medicina ULisboa Campus de Torres Vedras.
O antigo Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, encerrado desde 2015 e que se encontra em processo de revitalização, será transformado num Centro Clínico, Académico e de Investigação na área dos cuidados de saúde primários, cuidados interdisciplinares em doenças crónicas e medicina humanitária e de catástrofe, esta última em parceria com Harvard Medical School.
Este campus vai, no imediato, conseguir dar assistência a mais de 9 mil utentes que não têm médico de medicina geral e familiar, resulta de uma parceria consolidada através do Memorando de Entendimento assinado em 28 de junho de 2019, entre o Município de Torres Vedras e a FMUL. O compromisso da Câmara Municipal inclui a reabilitação do antigo edifício do Hospital Dr. José Maria Antunes Júnior, que já foi convento, asilo e sanatório. Por sua vez, a FMUL, que terá o seu primeiro campus fora do Campus do Centro Académico de Medicina de Lisboa (CAML), irá desenvolver um polo de inovação e empreendedorismo em One Health, que vai combinar um espaço multidisciplinar e interdisciplinar dedicado ao ensino, assistência e investigação em saúde.
A apresentação do futuro Medicina ULisboa Campus de Torres Vedras marca o início de uma transformação significativa na formação e prestação de cuidados de saúde na região e com potencial transposição para o modelo de cuidados aplicado a todo o país.
O projeto que vai contar com uma Unidade de Saúde Familiar Académica, Unidade de Cuidados Interdisciplinares em doenças crónicas (com capacidade de internamento), Centro de Investigação Clínica, Centro de Investigação em Tecnologias da Saúde, Centro Académico com formação pré e pós-graduada e alojamento universitário, prevê-se que esteja totalmente concluído em cinco anos, sendo que a primeira fase deverá estar em funcionamento ainda 2024.
Com uma área de construção de 13.435m2 e 25.926m2 de área de terreno, este campus empregará cerca de 400 pessoas entre profissionais de saúde e prestadores de serviços.
