Chuva forte, vento e ondas altas: a depressão Bruna deve afetar Portugal nos próximos dias. Vejam as previsões e as recomendações das autoridades.
A aproximação da depressão Bruna deverá agravar as condições meteorológicas em Portugal continental, nos Açores e na Madeira nos próximos dias. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê chuva persistente, por vezes forte e acompanhada de trovoada, vento intensificado e agitação marítima, com efeitos que poderão prolongar-se até 13 de novembro.
No continente, a instabilidade deverá começar a fazer-se sentir a partir de 8 de novembro. A chuva poderá ser persistente em vários períodos, com intensidade por vezes forte e possibilidade de trovoada. O vento poderá atingir rajadas de cerca de 70 quilómetros por hora, sobretudo no litoral oeste e nas zonas de maior altitude.
A partir de 9 de novembro, a agitação marítima deverá também aumentar, com previsão de ondas que poderão atingir os cinco metros. A evolução da depressão Bruna poderá manter as condições adversas ao longo de vários dias, até 13 de novembro.
Nos Açores, o IPMA colocou as ilhas do Grupo Oriental sob aviso amarelo devido à chuva forte. O aviso tem início previsto para o final do dia 6 de novembro. Na Madeira, são esperados períodos de chuva, por vezes forte e acompanhados de trovoada, particularmente na costa sul e nas zonas montanhosas. Todas as ilhas do arquipélago estão sob aviso amarelo.
Perante este cenário, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) apela à população para acompanhar as atualizações meteorológicas e adotar medidas de prevenção, sobretudo nas zonas historicamente mais vulneráveis a inundações e a efeitos do vento.
Uma das recomendações principais é garantir que os sistemas de escoamento das águas pluviais se encontram desobstruídos. Devem ser retirados inertes e outros objetos que possam ser arrastados pela água ou criar obstáculos ao escoamento, reduzindo o risco de acumulação de água em vias públicas e zonas urbanas.
A ANEPC aconselha ainda a evitar qualquer atividade junto de linhas de água, especialmente em áreas com histórico de inundações. O mesmo se aplica ao estacionamento de veículos em zonas habitualmente atingidas pela subida das águas. Quem tiver animais, equipamentos, veículos ou outros bens em áreas propensas a inundações deve retirá-los para locais seguros.
Em caso de acumulação de água na via pública, as autoridades recomendam que não se atravessem zonas inundadas, a pé ou de carro. A água pode arrastar pessoas e veículos, além de esconder buracos no pavimento, caixas de esgoto abertas ou outros obstáculos.
O vento forte constitui outro fator de risco. A proteção civil pede especial cuidado junto de áreas arborizadas, sobretudo próximo de linhas de água, devido à possibilidade de queda de ramos ou de árvores. Também é aconselhado evitar o estacionamento de veículos debaixo de árvores ou em zonas arborizadas.
Devem ainda ser garantidas a fixação e a segurança de estruturas soltas, como andaimes, placards e outras estruturas suspensas. Em casa, recomenda-se fechar e reforçar estores e janelas, especialmente os voltados para a direção do vento. Objetos colocados no exterior, em varandas ou parapeitos – como vasos, mobiliário de jardim e outros elementos soltos – devem ser recolhidos ou devidamente fixados, para evitar que sejam arrastados pelo vento.
Na estrada, a ANEPC aconselha uma condução defensiva, com redução da velocidade e atenção redobrada à eventual formação de lençóis de água. A população deve manter-se atenta às informações da meteorologia, bem como às indicações da Proteção Civil e das forças de segurança.
