Livros que já não irão reler podem ter valor. A FNAC criou um serviço para os comprar, avaliar e revender no seu marketplace.
São daquelas pessoas que costuma despachar livros através da Vinted? Pois bem, há agora uma outra solução. Tudo porque a FNAC Portugal passou a comprar livros usados dos clientes, alargando o programa FNAC RESTART, até agora associado à retoma e venda de produtos tecnológicos, ao mercado do livro. A iniciativa permite que quem já leu um exemplar o possa vender à cadeia, para que seja avaliado e colocado novamente à venda no marketplace da empresa, onde já existem livros em segunda mão disponíveis para compra.
O processo começa online no site da FNAC, onde os interessados devem indicar ou digitalizar o número ISBN de cada livro que pretendem vender. A partir daí, a plataforma verifica se o título é elegível e apresenta uma proposta de valor, calculada a partir de critérios como o estado de conservação do exemplar, a popularidade do título, a procura no mercado, a quantidade já existente em stock e o prazo médio de venda.
Depois de aceitarem a proposta, os vendedores devem deslocar-se a uma loja FNAC elegível para entregar os livros, mais especificamente no balcão da bilheteira. Não é necessário embalar os livros ou colocá-los numa caixa, mas cada exemplar é verificado individualmente por um colaborador antes de a venda ser confirmada.
O número máximo de livros aceites por pré-venda com entrega em loja é de 20. Após a verificação, receberão um cartão-oferta FNAC no montante total dos artigos aprovados, cartão esse que terá um valor máximo de 500€ e que poderá ser utilizado em qualquer loja FNAC ou no site.
Obviamente, nem todos os livros são aceites. A FNAC exige que os exemplares estejam em muito bom estado e exclui, entre outros casos, livros sem código de barras ou sem número ISBN apresentado nessa forma, livros plastificados, exemplares com a menção “grátis” ou “provas não corrigidas”, livros provenientes de serviços de imprensa e obras que pertençam ou tenham pertencido a bibliotecas, nomeadamente se apresentarem carimbo ou plastificação.
Também são recusados livros com páginas em falta, arrancadas, rasgadas, coladas ou amareladas, exemplares incompletos – por exemplo, com volume, tomo, CD ou acessório em falta – e livros com defeitos interiores, como anotações, menções manuscritas, palavras sublinhadas ou riscadas, ou passagens marcadas. A empresa exclui igualmente livros de clube, livros com mau funcionamento do mecanismo interno, quando aplicável, e livros em língua estrangeira.
Há ainda uma exigência de correspondência entre o que foi registado e o que é entregue. Se o livro levado à loja tiver capa, edição, ISBN ou formato diferentes dos registados previamente no site, pode ser recusado. Se algum exemplar não cumprir os critérios mínimos de estado, é retirado do montante da venda e é enviado um novo e-mail com o resumo atualizado.
A FNAC adverte, porém, que, se o novo montante da venda, já sem os livros recusados, for inferior a 1€, os clientes deixam de poder beneficiar do cartão-oferta. Ou seja, a operação só se concretiza se o valor final dos exemplares aceites atingir esse limiar mínimo.
