Too Good To Go deixa de ser apenas para comida e passa a salvar cremes e plantas

- Publicidade -

A Too Good To Go deixa de se limitar aos excedentes alimentares e passa a redistribuir produtos de beleza, cuidados para animais, plantas, nutrição e casa em vários mercados europeus.

Lembram-se da Phenix, app de combate ao desperdício alimentar e não alimentar que deixou de existir em Portugal desde março do ano passado? Pois bem, a Too Good To Go vai agora tornar-se na Phenix 2.0.

Tudo porque a popular plataforma anunciou uma expansão que faz com que deixe de se limitar aos excedentes alimentares. Por outras palavras, a empresa vai permitir que os retalhistas redistribuam produtos de higiene e beleza – incluindo cuidados de pele, cabelo, oral e cosmética -, de cuidados para animais, flores e plantas, nutrição e suplementos e artigos para a casa, começando pelos produtos de limpeza, roupa e decoração.

A Too Good To Go tinha já testado o modelo fora do setor alimentar através de parcerias pontuais nas áreas das flores e plantas e, mais recentemente, dos cuidados para animais. A empresa afirma agora que pretende juntar essas experiências e alargar de forma deliberada a oferta a cinco novas áreas, com disponibilidade e variedade a variar consoante o país e a loja.

Porque surge o excedente

No retalho, o excedente destas categorias tem causas semelhantes às do setor alimentar, embora com especificidades próprias. Datas de validade, ciclos comerciais e variações na procura podem deixar produtos sem escoamento normal. Uma alteração de embalagem pode tornar difícil vender um cosmético que continua apto para consumo, mas que já não corresponde à imagem atual da marca.

A substituição de gamas também gera sobras: tonalidades descontinuadas, sabores retirados do mercado ou produtos que saem do catálogo. O fim de uma estação pode deixar conjuntos de presente ou artigos de decoração sem apelo comercial imediato, ainda que continuem úteis. E quando as previsões de venda não coincidem com a procura real, os retalhistas ficam com mais stock do que aquele que conseguem escoar.

O problema não é apenas ambiental. O stock excedentário ocupa espaço de loja e de armazém, compromete capital de giro e pode obrigar a empresas a desfazer-se de artigos que continuam em boas condições. Assim, a Too Good To Go apresenta a sua plataforma como uma via para recuperar parte desse valor, colocando produtos perfeitamente utilizáveis junto de consumidores dispostos a comprá-los a preços mais baixos.

Para os consumidores, a empresa descreve a expansão como uma oportunidade adicional de encontrar produtos úteis a custo reduzido. Para os parceiros, além da recuperação de valor e da redução de desperdício, a plataforma pode funcionar como um motivo de visita à loja, de experimentação de produtos e de criação de novas relações comerciais, sem substituir o negócio habitual.

Onde já está disponível

A implementação está a ser feita de forma gradual pela Europa, com a empresa a referir que as áreas mais recentes da oferta começam a ganhar tração em vários mercados e a aumentar a diversidade de excedentes disponíveis localmente.

Em Portugal, já existem cidades, como é o caso de Lisboa, onde categorias como Nutrição e suplementos, Flores e plantas e Cuidados pessoais já estão disponíveis.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados