Fotografias antigas dos palheiros de sal e pratos que marcaram a carta do restaurante fazem parte do programa dos 35 anos do Salpoente.
O restaurante Salpoente, em Aveiro, inicia esta semana um programa de comemorações dos seus 35 anos. A iniciativa prolonga-se até ao final de novembro e inclui uma exposição de fotografias antigas, a recuperação de quatro pratos associados à história do espaço e uma festa marcada para 28 de novembro.
As comemorações têm como ponto de partida a relação do restaurante com a história da cidade e com a atividade salineira desenvolvida junto ao Canal de São Roque. A exposição reúne fotografias antigas relacionadas com os antigos palheiros de sal, mostrando rostos, profissões, atividades comerciais e momentos do quotidiano ligados a esses espaços.
As imagens podem ser vistas no interior do restaurante até 28 de novembro. Entre os registos estão antigos trabalhadores, pessoas ligadas aos ofícios e ao comércio local, bem como outros habitantes que fizeram parte da vida dos palheiros e da zona envolvente.
A exposição recupera uma fase da história de Aveiro em que o sal tinha um peso significativo na economia e na identidade da região. Os antigos armazéns situados junto à Ria eram utilizados para receber e armazenar o sal, então conhecido como “ouro branco”, enquanto o Canal de São Roque concentrava parte importante da atividade salineira e comercial da cidade.
Quatro pratos recuperados

O programa de aniversário inclui também a apresentação de quatro pratos que fizeram parte da trajetória do Salpoente. Cada proposta estará disponível durante uma semana ao longo do mês de outubro.
Até 11 de outubro, o restaurante apresenta Caldeirada de enguia, com o preço de 29€. Entre 12 e 18 de outubro, será servido Robalo ao sal, para duas pessoas, por 75€. O Peixe frito com arroz de tomate estará disponível entre 19 e 25 de outubro, por 25€. A programação termina, nesta primeira fase, com o Bacalhau contemporâneo, servido entre 26 de outubro e 1 de novembro, por 34€.
A Caldeirada de enguia recupera um ingrediente associado à gastronomia da Ria de Aveiro e que esteve presente em diferentes momentos da história do restaurante. O prato é apresentado como uma ligação às tradições alimentares da região e à atividade das comunidades piscatórias locais.
Já o Robalo ao sal foi, durante vários anos, uma das propostas mais identificadas com a cozinha do Salpoente. A confeção em crosta de sal permite preservar a frescura do peixe e assenta numa preparação com poucos elementos, centrada no produto principal.
Por sua vez, o Peixe frito com arroz de tomate recupera uma combinação ligada à cozinha portuguesa e a refeições servidas ao longo dos anos no restaurante. A proposta junta o peixe frito ao arroz de tomate e procura recuperar um tipo de cozinha associado a refeições familiares e a sabores tradicionais.
Por fim, o Bacalhau contemporâneo representa uma abordagem mais atual a um produto central da gastronomia portuguesa. Segundo o restaurante, a proposta procura manter a ligação à tradição, introduzindo uma interpretação contemporânea que passou a integrar a identidade da casa.
A seleção dos pratos pretende recordar diferentes fases da atividade do Salpoente, através de receitas que estiveram na carta durante períodos distintos ou que permaneceram na memória dos clientes. Duarte Eira, chef que lidera a cozinha do Salpoente há 13 anos, tem também a sua responsabilidade no sucesso do restaurante, com uma carta baseada na reinterpretação de pratos tradicionais e na utilização de produtos regionais.
Ao longo da sua atividade, o Salpoente recebeu distinções e referências em guias e publicações dedicadas à restauração. Entre os reconhecimentos indicados pelo restaurante está o primeiro lugar na categoria de Fine Dining em Portugal nos Travellers’ Choice 2020, distinção atribuída pelo TripAdvisor, sendo também recomendado pelo Guia Michelin.
