Como me livrei da Hipertensão Arterial com auxílio tecnológico

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Tudo o que precisamos para acabar com a Hipertensão Arterial é a força de vontade, a dedicação e a tecnologia certa a auxiliar.

Tudo começou em março de 2025, quando a Huawei me enviou para análise o seu novo smartwatch, o Huawei Watch D2, em que a nota de maior destaque era o facto de ser o primeiro smartwatch a chegar à Europa com a certificação CE, ou seja, oficialmente certificado para as medições da tensão arterial. Para mim, era mais um smartwatch que ia testar, sem sequer imaginar que aquele momento iria mudar significativamente a minha vida.

A hipertensão arterial era algo que nunca me preocupou. Não sei se por desconhecimento ou por desleixo, mas, de facto, nunca dei especial importância. Tudo mudou durante os muitos testes que fiz, nos quais o smartwatch ia avisando que estava com a tensão arterial elevada, o oposto dos testes realizados no meu círculo familiar, cujos valores estavam normais – e ainda bem. Ou seja, os valores estavam altos apenas para a minha pessoa. E como não podia deixar de ser, no mesmo dia marquei uma consulta com um cardiologista.

A consulta ficou marcada para daí a dois ou três dias, e nesse mesmo período os valores continuavam altos, com a pressão sistólica (vulgarmente chamada de alta) com valores entre os 135~145 e a pressão diástole (vulgarmente chamada de baixa) igualmente alta, com valores entre 88 e 95.

O prognóstico veio a confirmar-se: eu tinha hipertensão arterial. Depois de alguns exames médicos, o cardiologista confirmou que o smartwatch da Huawei estava certo e que, a partir daí, eu tinha de ser seguido e medicado para controlar esse estado. De imediato comecei com a medicação e a seguir as sugestões médicas, mas nunca me consegui abstrair de algumas palavras ditas pela médico: “Tens de ter consciência que esta medicação vai-te acompanhar para o resto da vida e que precisas de visitar o médico com alguma regularidade para ajustar a medicação, caso seja necessário.”

Apesar de serem meras palavras, a verdade é que nunca me saíram da cabeça (e não sei explicar porquê). Naquele momento, fiquei tranquilo porque estava a ser acompanhado, estava medicado, e o mais importante é que a hipertensão arterial estava a ser controlada.

Meses passaram e a rotina era basicamente a seguinte: marcar consulta, ir à consulta, ir à farmácia, comprar medicação e tomar a medicação diariamente. A medicação passou a ser mais um emplastro que me acompanhava diariamente. Se fosse de férias, tinha de levar os comprimidos comigo, se fosse de fim de semana, idem. E como estava com peso a mais, na altura com mais de 110Kg, outras questões médicas foram detetadas, nomeadamente níveis mais altos de colesterol.

Se a medicação para a tensão arterial já era diária, juntou-se a medicação diária para o colesterol. Como já praticava algum exercício físico, como caminhadas ao ar livre e pequenas corridas (curtinhas mesmo), até ao final do ano de 2025 mantive essa rotina, mas agora com medicação para a tensão e para o colesterol, algo que infelizmente acontece com milhões de pessoas em todo o mundo. É quase como um relaxe: se está controlado, está tudo bem…. mas não está nada tudo bem, porque sem a medicação volta tudo a ser como era antes.

No final de dezembro de 2025, fui convocado para uma consulta de medicina do trabalho. Como todos sabem, a medicina no trabalho é quase sempre feita a correr, e nesse dia não foi diferente. Ou pelo menos não muito diferente do que é habitual. É verdade que fiz exames, análises, a medição da tensão arterial e, até, a consulta com o médico para terminar o processo. Tudo normal, até o médico questionar se tomava alguma medicação, e não havia como negar. Quase de imediato, e sem levantar a cabeça e me olhar de frente, o médico diz-me a seguinte frase: “Sabe que, se perderes 20kg, existe grandes possibilidades de deixares de tomar essa medicação.”

Essa frase voltou a entrar na minha cabeça, tal como o que me fora dito pelo cardiologista nove meses antes. E ainda bem que ficaram marcadas no meu cérebro, pois fizeram-me tomar uma das melhores decisões da minha vida.

Deixei passar o Natal e a Passagem de Ano e decidi entrar no ano de 2026 a pensar na melhor forma de me livrar da medicação que estava a tomar. De um lado da minha cabeça tinha um “diabinho” que me dizia que tinha de tomar medicação para o resto da vida; no lado oposto tinha o “anjinho” que me dizia que, se perdesse peso, existiam boas possibilidade de acabar com a mesma.

Felizmente temos a Internet, que nos permite consultar tudo e mais alguma coisa se fizermos as pesquisas certas e acedermos aos locais certos… e consultarmos os conteúdos certos, claro. Passei quase um mês a ler documentos, alguns científicos, algumas conclusões científicas, e até relatos de outras pessoas que passaram pelo mesmo um pouco por todo o mundo. A conclusão a que cheguei? A perda de peso associada à prática de exercício físico regular podia, efetivamente, fazer deixar-me de tomar a medicação. E acima de tudo, livrar-me da hipertensão arterial.

Huawei Watch D2
Huawei Watch D2

E como o que tem de ser tem muita força, no final do mês de janeiro de 2026 decidi que estava na hora de mudar de vida. Estava com 116kg e não podia esperar que alguma complicação de saúde surgisse para meter as mão à obra, ou melhor, o corpo a mexer. Confesso que a vontade era pouca, mas os adultos fazem o que tem de ser feito e ponto final. Dia 1 de fevereiro voltei para o ginásio que já tinha frequentado e sabia que tinha de alterar a minha alimentação para ajudar no processo.

Para me auxiliar em todo o processo, recorri aos serviços da Huawei, mais precisamente à aplicação Huawei Health. Sabia que, se queria perder peso, tinha de ter défice calórico. Em momento algum recorri a medicação para ajudar no processo, e nem fazia sentido, já que o meu primeiro objetivo era deixar de tomar medicação, portanto nem achei necessário recorrer a médicos ou nutricionista para o processo.

A ideia era simples: défice calórico e treino diário, pelo que usei a aplicação da Huawei para me auxiliar. Em relação ao défice calórico, a aplicação tem um local próprio que nos diz qual é a nossa taxa metabólica basal e quanto temos de ter de défice calórico para cumprir os nosso objetivos. Não deixei de comer rigorosamente nada, mas, com a utilização da aplicação, fiquei a perceber que existem alimentos que influenciam diretamente a nossa dieta. Tudo o que comia registava na aplicação, e quando digo tudo, é mesmo tudo. Até porque é o “petiscar” aqui e ali que, muitas vezes, nos faz deixar de estar em défice calórico sem perceber.

A aplicação tem praticamente todos os alimentos que existem, pelo que só precisamos de registar o que comemos para que a app vá calculando tudo e dizendo a quantidade de calorias ingeridas e as que ainda podemos ingerir até ao final do dia… A partir daí, é a nossa força de vontade que dita tudo o resto.

A ideia pode parecer complicada nos primeiros dias, mas é simples: não podia comer mais do que aquilo que o meu corpo gastava. Já para os treinos, recorri novamente à Huawei Health, que tem um (ou vários) treinadores pessoais que nos auxiliam em tudo aquilo que precisamos. Basta dizermos à aplicação qual é o nosso objetivo (a app já sabe o nosso peso, altura e afins) para que nos crie um plano de treino pessoal e personalizado para cada dia. A partir daí, é smartwatch no pulso (o Huawei Watch Fit 4 Pro foi o meu fiel companheiro), treino e controlar o que comemos, sem nunca deixarmos de comer o que mais gostamos. Apenas precisamos de controlar as calorias ingeridas para não furar o défice calórico.

Em abril já havia perdido 15kg e a minha tensão arterial estava mais baixa – muito raramente tinha a tensão arterial acima dos 120/70. Mas 15kg não eram suficientes e, em três meses, a aplicação Huawei Health foi ajustando os meus treinos, com níveis de intensidade que já conseguia ter. Ou seja, já conseguia queimar diariamente muito mais calorias do que conseguia queimar em fevereiro. O problema? Como já tinha menos 15Kg, o meu corpo também já necessitava de menos calorias para o dia a dia, ou seja, a minha taxa metabólica basal já era outra.

Felizmente, a aplicação da Huawei ajusta esses valores diariamente e em tempo real, desde que vamos registando o nosso peso na aplicação. Fui fazendo isto dia sim, dia não. Em julho, comecei a sentir algumas tonturas nos treinos e, com o auxílio do Huawei Watch D2, descobri que essas tonturas derivavam de ter a tensão arterial muito baixa. Como nunca havia deixado de tomar a medicação, a mesma precisava de ser ajustada, dado que, no início do verão, e já com quase menos 22kg, a minha tensão arterial durante, e após os treinos, já andava em valores em torno dos 100/65, algo que para mim já começava a ser baixo. A medicação foi adaptada e, numa primeira fase, as tonturas desapareceram.

Mas em julho voltaram, novamente derivado da baixa tensão arterial. Lá tive de visitar novamente o cardiologista, que me pediu para fazer mais alguns exames, e confirmou-se: a minha tensão arterial estava a baixar de forma muito significativa, muito provavelmente derivado à perda de peso e aumento muito considerável da atividade física. Outra boa notícia? Os meus níveis de colesterol estavam impecáveis, sendo que testei dois meses sem essa medicação para ver como o meu corpo iria reagir.

Sei que este texto já está a ficar longo, mas não podia deixar de salientar que, no passado dia 23 de setembro de 2026, e já depois de mais uma consulta e exames com o cardiologista, deixei oficialmente de tomar qualquer medicação para o colesterol e para a hipertensão arterial. Com pouco mais de 81kg (menos 35 kg do que quando este processo começou), o meu corpo já não precisa de qualquer medicação nem para o tensão arterial, nem para o colesterol. E o médico da medicina do trabalho tinha toda a razão do mundo.

Não foi apenas graças à medicação que a minha vida mudou. Hoje corro 10km sem qualquer problema ou dificuldade, continuo a fazer exercício físico diariamente e tenho plena consciência das quantidades de comida que posso/devo comer diariamente, sem ter de abdicar de rigorosamente nada. Confesso que ainda registo tudo na aplicação do Huawei Health e que meço regularmente a tensão arterial com o Huawei Watch D2, até porque é algo que não dá sinais e devemos estar atentos.

Foi esta a forma que encontrei para resolver a questão da Hipertensão Arterial. Sem dramas, sem complicações e apenas com muita força de vontade e ajuda tecnológica que, hoje, está ao alcance de todos. Contudo, não são dispositivos médicos. Ou seja, e apesar de nos medirem a tensão arterial em qualquer lugar, e a qualquer hora – o que ajuda muito no processo -, nenhum smartwatch ou aplicação substitui o médico.

Outra boa notícia é que vem aí o Huawei Watch D3, quem sabe com algumas novas funcionalidades e ainda mais preciso. Confesso que estou um pouco ansioso para o experimentar, mas espero que, desta vez, sem qualquer surpresa.

Joel Pinto
Joel Pinto
Joel Pinto é profissional de TI há mais de 25 anos, amante de tecnologia e grande fã de entretenimento. Tem como hobbie os desportos ao ar livre e tem na sua família a maior paixão.
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