Há 16 novos hotéis portugueses com Chave MICHELIN em 2026

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O Guia MICHELIN atualizou a seleção hoteleira portuguesa: há 69 unidades distinguidas e 16 novas Chaves atribuídas em 2026.

O Guia MICHELIN divulgou a seleção de hotéis portugueses distinguidos com Chaves MICHELIN em 2026, a classificação criada para reconhecer unidades hoteleiras consideradas excecionais pelos inspetores da publicação. Em Portugal, há agora dois hotéis com três Chaves, 14 com duas Chaves e 53 com uma Chave. A atualização introduz 16 novas distinções: uma unidade passa a integrar o grupo dos hotéis com duas Chaves e 15 entram na categoria de uma Chave.

As Chaves MICHELIN funcionam, no setor hoteleiro, como as Estrelas MICHELIN na restauração, embora as duas avaliações sejam independentes. A seleção abrange propriedades de perfis muito distintos, desde resorts no Algarve e hotéis instalados em edifícios históricos de Lisboa e do Porto até unidades rurais no Alentejo, no Ribatejo, no Douro e nas ilhas.

No topo da seleção nacional surgem o Vila Vita Parc Resort & Spa, em Alporchinhos, no Algarve, e o Penha Longa Resort, em Sintra. Ambos recebem três Chaves MICHELIN, a classificação mais elevada atribuída pelo guia.

O Vila Vita Parc Resort & Spa encontra-se sobre uma falésia, com vista para o Atlântico, nas proximidades de Porches. Aberto desde 1992, o empreendimento reúne edifícios brancos, jardins subtropicais e uma combinação de referências tradicionais e contemporâneas. A decoração inclui elementos como madeira, azulejos pintados à mão e influências de inspiração mourisca. A propriedade dispõe de piscinas, acesso a uma praia privada e 12 restaurantes. Entre eles está o Ocean, distinguido com duas Estrelas MICHELIN.

Em Sintra, o Penha Longa Resort está integrado na área da Reserva Natural de Sintra-Cascais, entre zonas de pinhal e paisagem serrana. A propriedade foi utilizada como refúgio pela família real portuguesa nos séculos XVI e XVII e inclui um mosteiro histórico. Atualmente, o resort reúne 204 unidades de alojamento de inspiração contemporânea, enquadradas na marca Ritz-Carlton, além de várias instalações destinadas a estadias de lazer e familiares. A oferta gastronómica inclui os restaurantes LAB by Sergi Arola e Midori, ambos com uma Estrela MICHELIN.

Lisboa e Porto voltam a concentrar uma parte relevante dos hotéis distinguidos. Nas duas cidades, a seleção inclui unidades instaladas em imóveis históricos reabilitados, onde a recuperação arquitetónica convive com interiores contemporâneos e serviços hoteleiros atuais. Em Lisboa, o Torel Palace Lisbon entra na lista com uma Chave MICHELIN. O hotel ocupa um conjunto de edifícios associados à arquitetura palaciana da capital. No Porto, o The Largo surge também com uma Chave, instalado num edifício de pedra recuperado e com uma linguagem de interiores de inspiração nórdica.

O litoral mantém, claro. um peso importante, sobretudo no Algarve. Entre as novidades reconhecidas com Chave estão o Vilalara Grand Hotel Algarve e o Octant Praia Verde. O primeiro tem um histórico associado a visitantes da aristocracia, das artes e do jet set internacional, enquanto que o segundo está orientado para estadias junto à costa algarvia, incluindo o segmento familiar.

Fora dos principais centros urbanos, o Guia MICHELIN identifica hotéis inseridos em territórios rurais e paisagens naturais de diferentes regiões do país. No Ribatejo, o Salvaterra Country House & SPA é apontado pela relação entre arquitetura contemporânea, enquadramento campestre e oferta de bem-estar. No Alentejo, o São Lourenço do Barrocal ocupa uma herdade histórica recuperada, onde estruturas ligadas ao património rural foram integradas numa unidade hoteleira contemporânea.

O vinho é outro dos elementos representados na seleção, sobretudo em regiões como o Douro e o Alentejo. O The Wine House Hotel – Quinta da Pacheca e o Torre de Palma Wine Hotel integram esse universo de hotéis ligados à produção vitivinícola, com experiências que incluem visitas a adegas e provas de vinhos.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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