O cancelamento do Commedia a la Carte Fest esteve em cima da mesa, mas à partida tal não deverá acontecer, dado que há artistas que já manifestaram disponibilidade para colmatar as ausências dos nomes que saíram de cena.
A primeira edição do Commedia a la Carte Fest, marcada para acontecer entre 29 de outubro e 1 de novembro em Lisboa, encontra-se num impasse depois de meia dúzia de artistas portugueses terem retirado o nome do cartaz. A presença de Jerry Seinfeld como cabeça de cartaz, anunciada em abril, desencadeou uma reação em cadeia que colocou em risco a própria existência do evento.
Diz o Expresso (acesso pago) que, nos bastidores, falou-se em cancelamento total do evento, com exceção do espetáculo do norte-americano na MEO Arena, agendado para 1 de novembro. Essa solução, porém, trazia consigo a possibilidade de ações judiciais contra os artistas que abandonaram o projeto. Desde sexta-feira da semana passada que os organizadores avaliavam esse cenário, mas as posições não eram unânimes.
A promotora Last Tour, a produtora Aquele Abraço e César Mourão, mentor da iniciativa, reuniram-se no final de segunda-feira e encontraram uma saída: manter o festival, desde que houvesse artistas disponíveis para substituir quem desistiu. Alguns nomes já manifestaram essa disponibilidade, o que abriu uma porta para que o evento não morra antes de nascer.
Na semana passada, a lista de desistências começou a crescer. Inês Aires Pereira, Cebola Mol (Eduardo Madeira e Filipe Homem da Fonseca), Pedro Tochas, Cuca Monga, Vhils (Alexandre Farto), Carolina Deslandes, Bárbara Tinoco e Tatanka – estes últimos com o espetáculo Tributo Pop – retiraram-se do Commedia a la Carte Fest. Quem já tinha comprado bilhete para estes espetáculos vai ser reembolsado.
O cerne da questão está nas declarações públicas de Jerry Seinfeld sobre o conflito Israel-Palestina após os ataques de 7 de outubro de 2023. O criador da série Seinfeld tem assumido posições pró-Israel e, num evento na Universidade Duke, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, chegou a comparar o movimento Palestina Livre ao Ku Klux Klan, além de afirmar noutra ocasião que a Palestina “não existe”.
