Nasceu no Zoo Santo Inácio uma cria de hipopótamo-pigmeu macho, representando um contributo para a conservação da espécie.
O Zoo Santo Inácio tem uma nova cria de hipopótamo-pigmeu (Choeropsis liberiensis). Batizada de Poipoi, a cria é a quinta a nascer do casal reprodutor formado por Romina e Kibwana e já pode ser observada pelos visitantes no habitat exterior, embora os dois progenitores não partilhem o mesmo espaço nesta fase inicial.
O nascimento ganha particular relevância por se tratar de um macho. No hipopótamo-pigmeu, apenas cerca de um em cada dez nascimentos corresponde a uma cria do sexo masculino, o que torna estes nascimentos especialmente importantes para a gestão da população mantida nos jardins zoológicos europeus e para a preservação da sua diversidade genética.
A espécie está classificada como Em Perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Na natureza, estima-se que existam entre 2000 e 2400 hipopótamos-pigmeus, distribuídos pelas florestas da África Ocidental. A redução e a fragmentação do seu habitat continuam a afetar a espécie, sobretudo devido à expansão agrícola e à instalação de plantações destinadas à produção de borracha, café e óleo de palma. A caça ilegal constitui igualmente uma ameaça à sua sobrevivência.
O hipopótamo-pigmeu está abrangido pelo Programa Europeu para Espécies Ameaçadas, conhecido pela sigla EEP, coordenado pela Associação Europeia de Zoos e Aquários (EAZA). O programa estabelece a gestão coordenada da reprodução de espécies ameaçadas mantidas em zoos europeus, procurando evitar cruzamentos entre animais aparentados e preservar a diversidade genética das populações sob cuidados humanos.
Durante os primeiros meses de vida da cria, Romina e Kibwana permanecem separados, de acordo com o comportamento natural da espécie. Poipoi acompanha a progenitora no habitat exterior durante o período da manhã. Durante a tarde, é Kibwana que ocupa esse espaço. Esta organização permite que os visitantes possam observar os três animais em períodos diferentes do dia, sem que a cria partilhe ainda o habitat com o macho.
