Agora que a Electronic Arts pertence à Arábia Saudita e com uma dividaa de milhares de milhões, o futuro da EA pode passar pela venda de estúdios como a Bioware.
A Electronic Arts pertence agora a um consórcio liderado pelo Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita. E com esta aquisição a gigante dos videojogos sai do mercado da bolsa e fica com uma divida de cerca de 18 mil milhões de dólares que terá que pagar ao longo dos próximos anos, como conta Jason Schreier.
Adicionalmente, o jornalista da Bloomberg partilha também que para poder livrar-se dessa divida, a Electronic Arts terá que cortar cerca de 700 milhões de dólares anualmente, o que, segundo o mesmo, significa que haverá novos despedimentos em massa.
Como sem ovos, não há omeletes, sem equipas, não há jogos. Face a este hipotético cenário e com o estúdio a dar prioridade aos seus produtos rainha que mais jogadores atraem e mais rendimento trazem para a produtora, é fácil perceber que os esforços serão concentrados em IPs como Battlefield e EA Sports, deixando parte do restante catálogo no limbo.
Agora, Mike Straw, do InsiderGaming, aponta uma hipótese: a venda de estúdios e de IPs, para colmatar os cortes. Esta hipótese surge em resposta a um dos seus seguidores, que questionava: “Acredito que escreveste que a EA está a considerar vender a Bioware, achas que vão revisitar essa ideia?” Ao que Straw respondeu confiantemente: “100%. Eles vão procurar várias formas de cortar centenas de milhões por ano. Toda a gente com quem falou espera despedimentos à larga escala nos primeiros 6-12 meses.”
Straw reforça assim o sentimento de que vão haver despedimentos em massa e levanta a possibilidade de estúdios como a Bioware poderem ser vendidos ou tornados independentes, não descartando também a possibilidade de levarem consigo os seus IPs, à semelhança do que a XBOX fez recentemente com a Double Fine e Compulsion Games, que se tornaram independentes, ou Ninja Theory e a Undead Labs que procuram novos donos.
A acontecer, com o caso da Bioware em específico, poderá significar que séries como Dragon Age e Mass Effect saiam finalmente da prisão da Electronic Arts. Claro, sem possíveis sacrifícios, como despedimentos dentro das equipas, caso tenham que se reajustar a diferentes realidades.
Atualmente, a Bioware está a produzir um novo jogo de Mass Effect há mais de cinco anos e os detalhes até agora têm sido escassos, com esta aquisição a causar alguma ansiedade, pelo menos por parte da comunidade, com receios de um eminente cancelamento.
