Instalado no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, o projeto Casas da Ilha pretende articular arte contemporânea, território e comunidade.
A poucos minutos da Ilha do Pessegueiro, em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, começou a desenvolver-se em Fonte de Mouro, Porto Covo, um novo espaço dedicado à criação artística, à fruição cultural e à relação com a paisagem. Instalado numa propriedade com cerca de 30 hectares, o Parque Cultural e Regenerativo Casas da Ilha apresenta-se como um projeto que junta arte, natureza e comunidade num mesmo território.
O espaço pretende funcionar como um local de programação regular, com iniciativas ao longo do ano que incluem instalações permanentes e temporárias, exposições, workshops, ateliers, residências artísticas, atividades para famílias e outros eventos culturais. A ideia passa por integrar a criação artística no próprio contexto natural e territorial, em vez de a separar dele, colocando a paisagem como parte ativa da experiência.
Para já, a programação arrancou com a exposição Waste 2 Arte, do fotógrafo, recoletor e artista regenerativo Nuno Antunes. A mostra reúne obras de Fine Art Photography construídas a partir de resíduos recolhidos nas praias da Costa Vicentina, resultado de várias ações de plogging realizadas na região. O trabalho parte desses materiais para lhes dar uma nova leitura, sublinhando o impacto da presença humana no litoral e transformando esses resíduos em matéria artística.
A exposição pode ser visitada até 19 de setembro, com entrada gratuita, entre as 16h e o pôr do sol. O espaço integra também alojamento turístico e dispõe de elementos naturais e agrícolas como lagoas, vinhas, oliveiras centenárias, jardins mediterrânicos e áreas verdes, num enquadramento que procura preservar a relação com o ambiente envolvente.
Segundo a informação divulgada, o projeto conta com o aval do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Câmara Municipal de Sines. A aposta passa por desenvolver uma programação que articule arte contemporânea, património natural e participação da comunidade, num território que os promotores querem afirmar também como destino cultural.
