A nova série da Filmin, Millennial Mal, explora a precariedade e a reinvenção de uma geração através da história de uma bibliotecária que tenta integrar-se no meio universitário. Há atores portugueses no elenco.
A Filmin vai estrear esta semana, mais especificamente a 16 de julho, a série Millennial Mal, uma produção original composta por cinco episódios com cerca de 30 minutos cada. Trata-se de uma comédia ambientada no meio universitário, criada, escrita e protagonizada por Lorena Iglesias, que assume também a realização em conjunto com Andrea Jaurrieta.
O elenco integra Isa Calderón – que aqui faz a sua estreia como atriz -, Vito Sanz e as atrizes Victoria Oliver e Paula Gala. A produção inclui ainda participação portuguesa, com Afonso Laginha, Afonso Pimentel e Helena Caldeira.
A narrativa acompanha Judith, uma mulher de 42 anos que, após perder o emprego como bibliotecária, regressa à universidade na sequência de um erro administrativo que lhe atribui indevidamente uma bolsa. Para se adaptar ao ambiente académico e evitar levantar suspeitas, decide ocultar a sua idade e adotar uma nova identidade, com o apoio de duas estudantes mais jovens. O processo de reinvenção, inicialmente estratégico, acaba por se intensificar ao ponto de a personagem perder o controlo sobre a persona que construiu.
A presença de Judith no contexto universitário gera reações ambivalentes entre os colegas, oscilando entre o humor, o desconforto e alguma empatia. A série explora o contraste entre diferentes gerações, recorrendo a situações de absurdo e a um ritmo narrativo acelerado para abordar temas como identidade, pertença e adaptação social em idade adulta.
Millennial Mal resulta de uma coprodução entre a Tornasol Media e a Ukbar Filmes. O projeto teve origem no programa de Residências da Academia de Cinema de Espanha e contou com apoio do programa Europa Criativa MEDIA – Desenvolvimento, bem como do Governo de Navarra.
