Ministério Público obriga junta de Freguesia de Porto Covo a substituir árvores invasoras por espécies adequadas ao enquadramento local.
A Junta de Freguesia de Porto Covo revelou que vai ter de proceder à remoção das acácias existentes no Largo Marquês de Pombal, após determinação do Ministério Público. A decisão surge na sequência de uma queixa apresentada por um proprietário de uma habitação situada no local, que alegou danos provocados pelas raízes de uma das árvores. As acácias são classificadas como espécies exóticas invasoras, o que motivou a solicitação de pareceres técnicos às entidades competentes.
Apesar de reconhecer o valor histórico e identitário destas árvores, consideradas parte do património natural de um espaço classificado como conjunto de interesse público, a Junta de Freguesia de Porto Covo sublinha que está legalmente obrigada a cumprir a decisão. A autarquia afirma que procurou obter toda a avaliação técnica e jurídica possível, tendo em conta o impacto paisagístico negativo que a remoção poderá causar.
A Junta garante, contudo, que serão plantadas novas árvores, escolhidas de forma a respeitar o enquadramento ambiental e visual do Largo Marquês de Pombal. A intervenção está prevista para os meses de setembro e outubro de 2026, com o objetivo de minimizar perturbações no espaço público e assegurar uma transição harmoniosa para a nova vegetação.
