The Witcher 4 poderá não ter expansões DLC devido ao plano de lançar toda uma nova trilogia em seis anos

- Publicidade -

A CD Projekt Red continua a apontar para o lançamento de três novos jogos da nova saga The Witcher num período de seis anos, um objetivo que poderá deixar pouco espaço para expansões de grande dimensão.

A CD Projekt Red admite que a ambição de lançar uma nova trilogia de The Witcher num período de apenas seis anos poderá dificultar o desenvolvimento de expansões para os futuros jogos da série. A possibilidade foi abordada durante a mais recente apresentação de resultados da empresa, onde os responsáveis foram questionados sobre eventuais conteúdos adicionais para a saga iniciada por The Witcher 4.

Durante a sessão, o co-CEO da empresa, Michał Nowakowski, reconheceu que os atuais planos de produção deixam pouca margem para projetos paralelos. Para o executivo, o objetivo continua a ser lançar três jogos da nova saga The Witcher ao longo de seis anos, um calendário que descreveu como particularmente ambicioso. E perante esse cenário, considera difícil acrescentar expansões de grande escala aos títulos que compõem a trilogia.

As declarações contrastam com o percurso de The Witcher 3: Wild Hunt, que recebeu dois conteúdos adicionais elogiados pelos jogadores e crítica. Depois do lançamento original em maio de 2015, o jogo recebeu a expansão Hearts of Stone poucos meses mais tarde e, em 2016, Blood and Wine, frequentemente apontada como um dos pontos mais altos de toda a série. Ao longo dos anos, estas expansões ajudaram a consolidar a reputação do jogo e são ainda hoje vistas como referência dentro do género RPG.

A posição atual da CD Projekt Red não significa necessariamente que conteúdos adicionais estejam completamente fora de questão, como é o caso de Songs of the Past – com lançamento em 2027 e produzida pela equipa da Fool’s Theory, um novo estúdio dentro da CD Projekt Red – que marca o regresso a The Witcher 3, pela primeira vez, em mais de uma década. No entanto, sugere que o estúdio está a privilegiar a produção dos capítulos principais da nova trilogia em detrimento de expansões comparáveis às que acompanharam o terceiro jogo.

Se esta ambição for cumprida, será uma boa noticia para os fãs, que irão receber novos jogos de The Witcher com uma frequência significativamente superior à habitual para produções desta dimensão. Trata-se de uma estratégia relativamente rara na indústria dos videojogos, mais próxima do modelo seguido pela trilogia original de Mass Effect, lançada ao longo de cinco anos, do que do ritmo adotado por projetos recentes de grande escala.

Por agora, a atenção da CD Projekt Red continua centrada em The Witcher 4, o primeiro capítulo da nova saga protagonizada por Ciri, que deverá dar início a uma das fases mais ambiciosas da história do estúdio, e na sequela de Cyberpunk 2077 atualmente também em desenvolvimento.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados