O atum volta a ser protagonista no Porto Santo com quatro dias de gastronomia, cultura e tradição marítima.
A ilha do Porto Santo prepara-se para receber, entre 3 e 6 de junho, a sexta edição do Festival Rota do Atum, um evento que tem vindo a consolidar-se como uma das principais iniciativas gastronómicas da Região Autónoma da Madeira. Organizado pelo Grupo Vila Baleira Hotels & Resorts, o festival volta a centrar-se na valorização do atum enquanto recurso estratégico, com relevância económica, cultural e histórica para o arquipélago.
Durante quatro dias, o Festival Rota do Atum 2026 combina gastronomia, turismo e tradição marítima, posicionando o Porto Santo como um dos pontos de referência nacionais na promoção deste produto. A programação inclui concursos gastronómicos, jantares vínicos, showcookings, workshops, palestras e concertos, dirigidos a residentes e visitantes que procuram experiências ligadas à cozinha regional e contemporânea.
O cartaz gastronómico integra vários chefs reconhecidos no panorama nacional. Entre os nomes confirmados estão Diogo Rocha, do restaurante Mesa de Lemos, distinguido com uma estrela Michelin; Vasco Coelho Santos, do Euskalduna Studio, igualmente com uma estrela Michelin; e João Luz, do Avista, recomendado pelo Guia Michelin. Participa também o chef Kiko Martins, a par de Manuel Santos, chef executivo do Grupo Vila Baleira, responsável pela coordenação culinária do evento.
A edição de 2026 reforça a componente internacional do Festival Rota do Atum com a presença de uma comitiva de Isla Cristina, região espanhola com tradição na pesca e transformação de atum. O Vietname é o país convidado desta edição, contribuindo com referências gastronómicas e culturais que alargam o âmbito do evento.
Entre as iniciativas previstas, destaca-se o concurso gastronómico O Atum é a Estrela, que envolve profissionais da restauração local e desafia a criação de pratos originais à base de atum. A competição introduz este ano categorias específicas para profissionais, com o objetivo de elevar o nível técnico e criativo das propostas apresentadas.
Para além da vertente gastronómica, o festival procura reforçar a importância da pesca do atum na Madeira. A região representa mais de 60% da quota nacional desta atividade, sendo as águas do Porto Santo parte relevante das rotas migratórias de espécies como gaiado, voador, patudo, albacora e rabilho. A pesca decorre sobretudo entre abril e outubro e é realizada maioritariamente através de métodos artesanais, contribuindo para a preservação de práticas tradicionais e para a qualidade do produto. O atum capturado abastece o mercado nacional e mercados internacionais, incluindo o japonês.
