Autoridades desmantelam unidade de produção clandestina de tabaco em Portugal

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Apreensões de tabaco em Portugal já superam 2025 em apenas quatro meses, com mais de 5,3 milhões de cigarros apreendidos e reforço no combate ao contrabando.

O número de apreensões de tabaco em Portugal está a aumentar de forma significativa em 2026, com as autoridades a registarem, em pouco mais de quatro meses, valores já superiores ao total de todo o ano anterior. De acordo com os dados divulgados, foram apreendidos mais de 5,3 milhões de cigarros, bem como cerca de 10 toneladas de folha de tabaco e tabaco de corte fino, o que representa um crescimento de cerca de 71% face a 2025.

Perante a intensificação do contrabando de tabaco, a Imperial Brands Portugal e a Unidade de Ação Fiscal (UAF) da Guarda Nacional Republicana (GNR) formalizaram um protocolo de cooperação com o objetivo de reforçar o combate a este tipo de criminalidade. O acordo prevê a realização de ações de formação e capacitação técnica dirigidas aos militares da GNR, com vista a melhorar a deteção, investigação e desmantelamento de redes ligadas ao comércio ilícito de tabaco.

A assinatura do protocolo teve lugar durante o III Fórum Não Contrabando, iniciativa que reuniu autoridades, responsáveis políticos e representantes do setor para discutir o impacto do mercado ilegal de tabaco em Portugal. Na sessão, o Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, sublinhou a importância da cooperação entre forças de segurança, entidades públicas e agentes privados, considerando essa articulação essencial para aumentar a eficácia no combate ao contrabando.

Também o comandante da Unidade de Ação Fiscal da GNR, coronel Paulo José, destacou a necessidade de uma abordagem integrada no combate ao comércio ilícito de tabaco. Segundo o responsável, a complexidade crescente destas redes exige não só coordenação entre entidades, mas também formação especializada que permita reforçar a capacidade operacional no terreno.

Durante o fórum, foi ainda destacado o aumento da sofisticação das redes criminosas associadas ao contrabando de tabaco, nomeadamente com a instalação de fábricas ilegais na Europa Ocidental. Em Portugal, já foi desmantelada uma unidade de produção clandestina em 2026, sinalizando a presença deste tipo de estruturas no território nacional. As autoridades alertam que estas redes operam com níveis de organização cada vez mais elevados, o que dificulta a sua deteção e combate.

Outro dos pontos em análise foi o impacto das políticas fiscais e regulatórias no crescimento do mercado paralelo. Os intervenientes defenderam que decisões nesta área devem ter em conta o risco de expansão do comércio ilícito de tabaco, que representa perdas significativas de receita fiscal para o Estado e constitui uma fonte de financiamento para redes criminosas.

No plano político, o deputado Gonçalo Valente Henrique destacou o papel das forças de segurança, como a GNR e a ASAE, considerando-as fundamentais na resposta ao contrabando de tabaco em Portugal. Referiu também a importância do contributo das empresas e dos diferentes agentes da cadeia de valor, sobretudo ao nível da sensibilização e da partilha de informação.

Por parte da Imperial Brands Portugal, o diretor de mercado Miguel Simões defendeu uma resposta articulada entre entidades públicas e privadas, sublinhando que o combate ao comércio ilícito exige uma abordagem colaborativa. Entre as iniciativas referidas está a criação de um canal de denúncias disponível online, destinado a recolher informações sobre atividades ilegais relacionadas com a produção, distribuição e venda de tabaco.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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