Projeto da Via de Cintura Externa surge como alternativa à VCI e aposta na redução do tráfego urbano no Porto.
A Câmara Municipal do Porto anunciou a construção de uma nova via rodoviária – a Via de Cintura Externa (VCE) – que deverá funcionar como alternativa à Via de Cintura Interna (VCI) e contribuir para reduzir o congestionamento na Área Metropolitana do Porto. A informação foi avançada pelo presidente da autarquia, Pedro Duarte, após uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, realizada na Casa do Roseiral.
A nova ligação está pensada como um eixo intermédio entre a VCI e a Circular Regional Exterior do Porto (CREP/A41), permitindo redistribuir o tráfego que atualmente atravessa a cidade. De acordo com Pedro Duarte, a criação da Via de Cintura Externa poderá representar uma das mais relevantes intervenções na mobilidade urbana da região nas últimas décadas, ao retirar pressão da principal via de circulação do Porto.
O projeto prevê uma ligação a nascente entre a VCI e a A41, com impacto direto na redução do volume de veículos que atualmente utilizam a VCI como principal corredor de atravessamento. Já a poente, a solução passa pela construção de um túnel após a Ponte da Arrábida, com ligação à Avenida AEP. Esta intervenção tem como objetivo aliviar o tráfego no nó de Francos, um dos pontos mais congestionados da rede viária nacional.
Também o primeiro-ministro destacou a importância da nova infraestrutura, sublinhando que a Via de Cintura Externa deverá funcionar como alternativa à VCI para o tráfego entre norte e sul, reduzindo a dependência da atual circular interna para deslocações de atravessamento. Luís Montenegro considerou que, em conjunto com a reconfiguração do nó de Francos, o projeto poderá aumentar de forma significativa a capacidade de escoamento do tráfego no Porto e na respetiva área metropolitana.
No âmbito da mobilidade urbana, o Governo está ainda a desenvolver uma rede complementar ao Metro do Porto, baseada em soluções de transporte público sustentável. O objetivo passa por reforçar a cobertura territorial e oferecer alternativas viáveis ao uso do automóvel, com enfoque em modelos compatíveis com as necessidades da população e com critérios de sustentabilidade ambiental.
Pedro Duarte indicou que o município está disponível para colaborar neste processo, defendendo o reforço da oferta de transportes públicos em zonas atualmente menos servidas, em particular na zona ocidental da cidade. Entre as ligações identificadas como prioritárias estão a linha de Campo Alegre e o eixo entre o centro do Porto e o polo universitário da Asprela.
