Portugal tem 396 praias com Bandeira Azul em 2026

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A Bandeira Azul 2026 distinguiu 396 praias, 21 marinas e 21 embarcações em Portugal.

A Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação anunciou a lista de praias com Bandeira Azul em Portugal para 2026, num total de 438 distinções atribuídas pelo Júri Internacional. Destas, 396 correspondem a praias, 21 a marinas e 21 a embarcações de ecoturismo. São menos oito galardões comparativamente a 2025.

A nível regional, o Norte e o Algarve continuam a concentrar o maior número de praias com Bandeira Azul, com 86 cada. Seguem-se a região do Tejo, com 73 praias distinguidas, o Centro com 47 e o Alentejo com 42. Nas regiões autónomas, os Açores registam 45 praias galardoadas, menos uma do que em 2025, enquanto a Madeira conta com 17, também com uma ligeira redução.

Entre as novidades, o Norte ganha quatro novas praias com Bandeira Azul: Foz do Lima e Rodanho, em Viana do Castelo, e Agudela Sul e Meia Laranja, em Matosinhos. A praia da Seca, em Espinho, regressa também à lista de zonas distinguidas.

Por outro lado, várias praias deixam de cumprir os critérios exigidos para a atribuição do galardão. No Norte, saem da lista Cavadinho (Braga), a praia do Arquiteto Albino Mendo (Mirandela) e Espinho-Baía. No Centro, perdem a distinção Cornicovo (Penacova) e Cova Gala Hospital (Figueira da Foz).

Na região do Tejo, deixam de ter Bandeira Azul as praias das Moitas, Tamariz e Poça (Cascais), a praia fluvial do Sorraia (Coruche), Álvares (Góis), Santa Luzia, Pessegueiro, Pampilhosa da Serra e Porto da Calada (Mafra). No Algarve, a Praia dos Pescadores, em Albufeira, também deixa de integrar a lista.

Entre as novas entradas fora do Norte, destacam-se a praia da Ribeira Grande, na Sertã, a praia de Oriola, em Portel, e, no Algarve, a albufeira de Odeleite (Tavira) e a praia do Lago Verde (Castro Marim).

Segundo a Associação Bandeira Azul, a redução no número de praias distinguidas está relacionada com as condições climatéricas registadas durante a última época balnear, que tiveram impacto na qualidade da água. A entidade considera, no entanto, que se trata de uma situação pontual.

O ano de 2026 marca também os 40 anos do programa Bandeira Azul, iniciativa que tem vindo a distinguir praias, marinas e embarcações que cumprem critérios exigentes de qualidade ambiental, segurança e serviços. Ao longo destas quatro décadas, o programa tem incidido sobre diferentes tipologias de espaços – praias costeiras, fluviais e lacustres, bem como portos de recreio – promovendo práticas ligadas ao desenvolvimento sustentável.

A atribuição da Bandeira Azul assenta num conjunto de critérios que incluem a qualidade da água balnear, a gestão ambiental, a informação e educação ambiental, a segurança e os serviços disponíveis, bem como o envolvimento das comunidades locais e a proteção dos ecossistemas.

Este ano assinala também o início de uma fase de transição no programa. Entre 2026 e 2027, serão implementados novos requisitos e procedimentos, com o objetivo de reforçar a transparência e a proteção dos consumidores no contexto da transição ecológica.

Esta fase extraordinária destina-se a praias que não conseguiram submeter a candidatura dentro do prazo habitual. As propostas apresentadas nesse período poderão ser avaliadas e discutidas na próxima reunião do Júri Internacional, agendada para 16 de setembro.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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