Samsung ultrapassa a Apple e volta à liderança no mercado de smartphones

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A série Galaxy S26 da Samsung ajudou a colocar a marca de volta ao topo do setor.

A Samsung está de regresso ao topo da tabela do mercado global de smartphones, recuperando a liderança que a Apple havia conquistado ao longo de 2025. Os novos dados da Omdia mostram que, no primeiro trimestre de 2026, a fabricante sul‑coreana enviou 65,4 milhões de smartphones, garantindo 22% de quota de mercado e um crescimento anual de 8%. É uma inversão da tendência recente e um sinal de que a estratégia da Samsung voltou a ganhar força.

Grande parte desse desempenho é da responsabilidade da mais recente linha Galaxy S26, especialmente do Galaxy S26 Ultra, que se tornou o modelo mais procurado da geração, apesar do preço elevado. A Samsung beneficia também de um catálogo muito mais diversificado do que o da Apple, cobrindo desde modelos de entrada até dispositivos premium, algo que continua a dar vantagem em mercados emergentes e segmentos de baixo custo. A Apple surge agora em segundo lugar, com 60,4 milhões de dispositivos iPhone enviados e 20% de participação, um número superior ao registado no mesmo período de 2025 (19%), mas insuficiente para manter a liderança. A diferença entre as duas empresas permanece pequena, refletindo uma competição cada vez mais intensa no topo do mercado.

A distância para os restantes fabricantes, porém, é grande. A Xiaomi, em terceiro lugar, sofreu uma queda acentuada de 19%, enviando 33,8 milhões de unidades e ficando com 11% do mercado. A OPPO surge logo atrás, com 30,7 milhões de smartphones e 10% de quota, também em ligeira queda, mas este números incluem as submarcas OnePlus e Realme. A Vivo completa o top 5, com 21,3 milhões de unidades e 7% de participação, igualmente abaixo do ano anterior.

No total, o mercado global cresceu apenas 1% no primeiro trimestre de 2026. É um sinal de estabilidade, mas também de possível estagnação. A Omdia alerta que o segundo semestre poderá ser mais difícil devido ao aumento dos preços da memória, que deverá elevar os custos de produção, pressionar margens e, potencialmente, encarecer os smartphones para os consumidores.

Joel Pinto
Joel Pinto
Joel Pinto é profissional de TI há mais de 25 anos, amante de tecnologia e grande fã de entretenimento. Tem como hobbie os desportos ao ar livre e tem na sua família a maior paixão.
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