Valve confirma que Steam Deck 2 está em desenvolvimento

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Um programador da Valve que a Steam Deck 2 está em desenvolvimento, admitindo também dificuldades no abastecimento da Steam Deck original.

Pierre-Loup Griffais, programador da Valve, durante uma recente entrevista à IGN, confirmou que a empresa está ativamente a trabalhar no desenvolvimento da sucessora da popular Steam Deck, salientando também os problemas de escassez de componentes que atualmente afetam a disponibilidade do atual já há vários meses.

Estamos a trabalhar arduamente nisso“, afirmou Griffais sobre a “Steam Deck 2”, acrescentando que o lançamento representará uma progressão natural do hardware Steam desenvolvido até agora. “Se olharem para os nossos projetos mais ambiciosos ao longo dos anos, conseguem traçar uma linha direta desde o Steam Controller original e as Steam Machines até à Steam Deck e a tudo o que estamos a anunciar e a lançar este ano“, explicou, deixando antever que a aguardada Steam Machine poderá ser mesmo lançada em 2026. “E esperamos que a Steam Deck 2 siga o mesmo caminho, em que muito do que estamos a fazer agora se transformará em aprendizagens que vão construir esse próximo passo.”

Quanto ao reabastecimento de stock do modelo atual, Griffais reconheceu que a escassez de RAM e de armazenamento (um problema de alcance mundial que afeta igualmente a futura Steam Machine) limita as opções disponíveis para a empresa, até durante o desenvolvimento dos novos produtos. “As condições em torno da memória são bastante globais neste momento, por isso há um limite para o que podemos fazer“, admitiu.

A Valve tem procurado diversificar fornecedores desde a fase inicial de desenvolvimento dos seus produtos, estratégia que lhe permitiu manter algum abastecimento durante a escassez de micro-controladores a Pandemia e que a empresa espera que produza resultados semelhantes agora.

Em 2023, Griffais, já havia comentado a possibilidade de uma sucessora da Steam Deck explicado que a Valve não pretende lançar a Steam Deck 2 com melhorias de desempenho de meramente iterativas, face ao modelo atual – como a concorrência tem feito com máquinas semelhantes -, mas como um salto geracional. “É importante para nós que a Deck ofereça um desempenho alvo fixo para os produtores, e que a mensagem seja simples para os consumidores, onde cada Deck consegue correr os mesmos jogos. Como tal, alterar o nível de desempenho não é algo que estejamos a considerar levemente e só o queremos fazer quando houver um aumento significativo que o justifique. Nós também não queremos que mais desempenho tenha um custo significativo em eficiência energética e no tempo de vida útil da bateria. Não antecipo que um salto destes seja possível nos próximos anos, mas estamos a monitorizar de perto as inovações das arquiteturas e nos processos de fabricação para ver como as coisas vão nessas áreas,” explicou.

David Fialho
David Fialho
Licenciado em Comunicação e Multimédia, considero-me um apaixonado por tecnologias e novas formas de entretenimento. Sou editor de tecnologia e entretenimento no Echo Boomer, com um foco especial na área dos videojogos.
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