A Codemasters e a EA apresentaram na GDC 2026 uma demonstração técnica de F1 25 com Path-Tracing a correr na PlayStation 5 Pro, uma estreia em consolas.
A EA e a Codemasters levaram à Game Developers Conference (GDC) de 2026 uma demonstração técnica de F1 25 com Path-Tracing ativo na PlayStation 5 Pro, recorrendo a uma tecnologia proprietária desenvolvida internamente chamada EA SEED ORCA. Com esta solução, a equipa conseguiu otimizar o seu jogo para atingir 30 FPS a 1080p, com a imagem ampliada para 4K através do PlayStation Spectral Super Resolution (PSSR), o upscaler integrado na consola da Sony.
Esta demonstração revelou também para tentar perceber os limites atuais da tecnologia, uma vez que sem a solução proprietária da EA, a PlayStation 5 Pro só consegue produzir cerca de 20 FPS em F1 25 com Path-Tracing padrão, um valor que fica aquém do desejável para qualquer jogo. Apesar da demonstração revelar resultados bastante interessantes e até viáveis, os detalhes técnicos da EA SEED ORCA não são conhecidos nem foram divulgados.
Adicionalmente, a EA não deixou nenhum detalhe sobre a possibilidade de vermos a tecnologia implementada em F1 25, ou futuros jogos, mas abre uma porta enorme de possibilidades de otimização de jogos, mesmo de outras produtoras, para explorar as capacidades da PlayStation 5 Pro e de futuras gerações de consolas.
O Path-Tracing é, em termos técnicos, uma evolução do Ray-Tracing, a popular técnica de renderização que simula com precisão a interação da luz com as superfícies, adotada de forma generalizada desde o início da geração da PlayStation 5 e da Xbox Series X|S. O Path-Tracing, é considerado um avanço desta técnica, sendo capaz de calcular o percurso completo dos raios de luz e com maior precisão, reproduzindo resultados visuais substancialmente mais realistas, mas também muito mais exigentes a nível de processamento. Até à data, o Path-Tracing a níveis de fluidez (FPS) viáveis, está disponível para os jogadores apenas em computadores com características topo-de-gama e altamente dispendiosos e limitado a um número ainda reduzido de títulos como Cyberpunk 2077, Alan Wake 2, Indiana Jones and the Great Circle, Doom: The Dark Ages, Resident Evil Requiem e, até o próprio F1 25 para PC, que também precisam de técnicas de reconstrução de imagem ou de geração de FPS para serem jogados de forma viável.
