Ninguém fica de fora: as burlas em que caem os Millennials e a Geração Z

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Compraste um bilhete falso? Investiste em cripto e afinal era mentira? Pois é, não são apenas as gerações mais antigas a cair em esquemas online. E, nalguns casos, podes estar mais exposto do que pensas.

Os nativos digitais não são imunes

Que geração cai mais facilmente numa burla informática? Se achas que os mais atingidos são os mais velhos, talvez não estejas assim tão perto da verdade. Os Millenials e a Geração Z estão a perder dinheiro mais rapidamente do que os pais, e há algumas explicações para que isso aconteça.

Os jovens cresceram com o Facebook, o Instagram e, agora, o TikTok. Estão habituados a partilhar informação, fotos das férias, da família e dos amigos. E fazem-no, muitas vezes, com desconhecidos – algo que faria levantar o sobrolho a quem só aos poucos entrou no mundo digital.

Por outro lado, a experiência das gerações anteriores leva-as a aderir mais facilmente a métodos de cibersegurança, como a instalação de um antivírus ou de uma VPN segura. Mas, entre os mais novos, há outras diferenças de comportamento, como veremos a seguir.

Millennials: a experiência gera excesso de confiança?

Considera-se habitualmente que os Millennials nasceram entre 1981 e 1996, um período de grandes mudanças em Portugal. Nessa altura, o investimento na educação e as alterações nos apoios sociais deixaram-nos mais perto dos padrões dos países mais desenvolvidos.

Os trintões e quarentões de hoje assistiram ao nascimento do MSN e do Facebook e podem ter sido vítimas dos primeiros esquemas por e-mail. Isso deveria ter-lhes dado uma certa vantagem, mas parece ter criado uma falsa sensação de segurança. Talvez por isso, são hoje vítimas de burlas como:

  • Mensagens que parecem ser enviadas pelo banco ou por outras entidades oficiais (o “clássico” phishing por e-mail)
  • Promoções falsas, viagens e produtos de tecnologia a preços inacreditáveis (era bom, mas não é verdade)
  • Investimentos online com ganhos astronómicos, sobretudo no mercado das criptomoedas

O problema? Muitos pensam que sabem nadar neste mar de tubarões e acabam por baixar a guarda. Spoiler: os criminosos evoluíram tanto quanto nós. Ou mais.

Geração Z: nativos digitais e mais expostos

Fazem parte do grupo que nunca viu um disco de vinil ou um VHS (apesar de o analógico estar a entrar de novo na moda). São rápidos, multitarefa e dominam as redes sociais, mas isso também os torna os alvos ideais para os novos tipos de fraude.

A crença nas virtudes da internet faz destes jovens, nascidos entre 1997 e 2012, alvos perfeitos para influenciadores pouco escrupulosos. Alguns esquemas comuns que têm como alvo a geração Z incluem:

  • Fraudes em redes sociais (mensagens fraudulentas, ofertas enganosas, perfis clonados)
  • Ofertas de emprego duvidosas (especialmente relativas a trabalho remoto ou freelance)
  • Marketplaces falsos (como aqueles sapatos ou consola que nunca chegam)
  • Ligações maliciosas no TikTok, Instagram ou Discord

Alguns relatórios internacionais mostram, inclusive, que alguns podem envolver-se, sem saber, em esquemas de branqueamento de capitais, em que as contas pessoais são usadas para movimentar dinheiro ilegal.

Como evitar estas armadilhas

Agora vem o mais importante: o que fazer para não entrar nas estatísticas?

1. Adota uma postura de dúvida (mesmo que pareça legítimo)

Se uma mensagem parece urgente, emocional ou “imperdível”, é precisamente aí que deves parar e pensar duas vezes.

2. Protege a tua ligação à internet

Usa uma VPN para encriptar os teus dados, especialmente se estás num wi-fi público. Isto é essencial se trabalhas em cafés, viajas ou usas redes abertas.

3. Verifica antes de clicar

Ligações encurtadas, e-mails estranhos ou mensagens inesperadas? Vai diretamente à fonte oficial, em vez de clicar.

4. Não partilhes informações pessoais

Dados como número de telemóvel, morada ou documentos podem ser usados em esquemas mais elaborados.

5. Ativa autenticação de dois fatores (2FA)

Sim, pode dar um pouco mais de trabalho, mas são apenas alguns segundos. E garante uma camada extra de segurança que pode revelar-se decisiva.

A internet é incrível: dá-nos oportunidades, liga-nos ao mundo e abre-nos portas. Mas é preciso entrar nela com os olhos abertos. Deixa-te levar pela curiosidade, mas não ao ponto de te esqueceres da cautela.

Echo Boomer
Echo Boomer
Sou o "bot" de serviço do Echo Boomer e dedico-me ao conteúdo mais generalista e artigos de convidados, bem como de autores que não colaboram regularmente com o projeto.
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