Fraudes com criptomoedas em Portugal ultrapassam 15 milhões de euros em 2025

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As fraudes com criptomoedas em Portugal causaram perdas superiores a 14,7 milhões de euros em 2025.

As fraudes com criptomoedas continuam a aumentar em Portugal. Em 2025, o prejuízo ultrapassou os 14,7 milhões de euros, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). O documento elaborado pelo Sistema de Segurança Interna indica uma evolução significativa nas técnicas usadas pelos burlões, que recorrem cada vez mais à inteligência artificial para ampliar o alcance e a eficácia dos esquemas.

Ainda de acordo com o RASI, a maioria dos casos ocorre através de plataformas não reguladas, explorando a falta de literacia financeira e digital dos portugueses. As autoridades notam uma mudança relevante face a 2024: os criminosos passaram a contactar as vítimas em língua portuguesa, criando um ambiente de maior confiança e tornando o engano mais convincente.

Diz o Jornal de Negócios (acesso pago) que grande parte destas burlas com criptomoedas tem origem nas redes sociais. Os utilizadores são aliciados por promessas de lucros rápidos e elevados e acabam por investir em plataformas sem supervisão ou apoio técnico, muitas vezes ligadas a organizações internacionais com base no Leste Europeu. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) tem reforçado os alertas sobre este tipo de esquemas, incluindo os conhecidos pump and dump, em que o valor de um ativo é artificialmente inflacionado através da divulgação de informações falsas para permitir a sua venda a preço superior.

O risco não se limita às perdas financeiras. Ao aceder a estas plataformas, os investidores expõem-se a software malicioso capaz de capturar dados bancários e pessoais. O relatório descreve ainda campanhas de phishing, nas quais os burlões se fazem passar por funcionários de instituições financeiras para confirmar operações falsas, combinadas com técnicas de caller ID spoofing que falsificam o número de telefone exibido no ecrã para aumentar a credibilidade do contacto.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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