A gratuitidade dos transportes públicos está a chegar ao Norte. Porto, Braga e Guimarães avaliam custos e benefícios na transição para uma mobilidade sustentável.
A gratuitidade dos transportes públicos está a ganhar expressão em várias cidades portuguesas. O Porto deverá implementar o transporte público gratuito em 2027, Braga aponta para concretizar o mesmo objetivo em 2029 e Guimarães analisa o modelo mais adequado, diz o Jornal de Notícias (acesso pago). A aposta, cada vez mais presente nas políticas locais, é vista como um passo na direção de uma mobilidade sustentável, mas levanta dúvidas sobre o equilíbrio financeiro e a qualidade do serviço.
A Câmara Municipal do Porto confirmou que pretende avançar com transportes públicos gratuitos “até ao início de 2027”, numa medida que abrangerá apenas os portadores do Cartão Porto. No entanto, os custos começam a ser sentidos este ano: o orçamento municipal para 2026 já inclui uma verba de 11 milhões de euros destinada à concretização da iniciativa.
Para além disso, o município reforça o investimento na modernização da rede, com novas frotas, corredores bus e maior frequência de circulação, procurando melhorar o conforto e a fiabilidade do sistema.
Em Braga, o objetivo é que a cidade tenha transportes gratuitos até 2029. O município está a definir as bases financeiras e operacionais para aplicar o modelo. Já Guimarães anunciou publicamente a intenção de avançar com a medida, durante a abertura da Capital Verde Europeia, embora ainda não tenha fixado prazos.
Ambas seguem o exemplo de Cascais, pioneiro no país, que desde 2020 oferece transportes gratuitos a residentes, trabalhadores e estudantes. O Programa de Mobilidade Gratuita de Cascais representa atualmente um investimento anual de cerca de 17 milhões de euros, suportado em grande parte por receitas municipais, neste caso o imposto único de circulação.
