Depois de dois anos a integrar o Copilot em várias de aplicações, a Microsoft começou a mudar de direção, passando a reservar as funcionalidades inteligentes para contextos mais concretos.
A Microsoft já começou a retirar a integração do Copilot de várias aplicações nativas do Windows 11, naquela que é inversão de rumo da sua estratégia de implementação de inteligência artificial nos sistemas operativos Windows, depois de meses de críticas à presença excessiva e intrusiva do assistente. A mudança mais recente surge no Bloco de Notas, onde o ícone do Copilot desapareceu da barra de menus, após uma nova atualização disponibilizada aos membros do Windows Insider, como reporta o WindowsCentral.
O espaço antes ocupado pelo Copilot foi substituído por um ícone de uma caneta, mas as funcionalidades inteligentes continuam presentes, agora agrupadas sob o menu Ferramentas e sem referência direta ao Copilot. Contudo, há a possibilidade de as desativar completamente nas definições da aplicação. Esta remoção vai de encontro ao que Pavan Davuluri, vice-presidente executivo do Windows e Dispositivos, já havia afirmado: que a empresa pretende limitar o uso de IA a contextos onde esta ofereça valor concreto e bem definido.
Nos últimos dois anos, a Microsoft integrou o Copilot em cerca de 80 produtos, um número que deverá, assim, diminuir consideravelmente, com aplicações como Paint, Fotos, Ferramenta de Recorte e vários widgets a poderem ser os próximos a receber uma abordagem mais discreta ou a perder a integração direta com o assistente.
