LG apresenta a sua linha de TVs para 2026 em Portugal

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A LG quer continuar a liderar o mercado de TVs, reforçar a sua proposta de valor e cobrir todos os segmentos, garantindo confiança do consumidor.

Num evento exclusivo realizado em Portugal, e no qual o Echo Boomer esteve presente, a LG Electronics reuniu profissionais do setor para apresentar a sua gama de televisores de 2026, num momento em que o mercado enfrenta desafios globais mas também oportunidades únicas. Daniel Figueiredo, Sales Director Media Solutions da marca, abriu a sessão sublinhando a presença da LG não só em televisores, mas também em áreas como frigoríficos e máquinas de lavar, demonstrando uma estratégia de liderança diversificada. “Somos uma empresa que lidera em várias áreas do mercado”, afirmou, antes de mergulhar nos dados do setor e nas linhas estratégicas para o ano.

O ano de 2025 trouxe “variadíssimos desafios” que se prolongarão para 2026, explicou Daniel, apontando o aumento dos custos de produção, disrupções na cadeia de valor provocadas por guerras e problemas no transporte. Estes fatores alteram a riqueza disponível dos consumidores para gastar em televisores e eletrónica de consumo. No entanto, há pontos positivos: 2026 é ano de Mundial de futebol, e historicamente estes eventos impulsionam o crescimento do mercado de TV. O mercado de eletrónica de consumo em Portugal valeu no ano passado cerca de 3,8 mil milhões de euros, representando 1,3% do PIB nacional. Já o segmento de televisores atingiu 788 milhões de euros, com um crescimento tímido de 0,7% face a 2024, embora o preço médio tenha caído 2,9%, refletindo uma pressão constante sobre os valores.

O responsável destacou tendências claras no consumo português. Os compradores priorizam “comprar melhor em vez de comprar mais”, focando-se no retorno do investimento, o que abre espaço para televisores AI-driven e LEDs avançados. Há uma dependência elevada de promoções: Portugal regista das taxas mais altas de descontos no mercado, com maior intensidade (mais frequente) e profundidade (maiores reduções), mesmo em períodos fora de Black Friday, Natal ou épocas festivas. Os consumidores querem adotar novas tecnologias como early adopters, mas com segurança, confiando em marcas que entregam o prometido, num contexto de preocupações com cibersegurança. Por fim, a casa permanece o centro da vida, com a TV como hub principal – uma tendência pós-Covid que a LG vê perdurar, mesmo com outras categorias a evoluírem.

A LG ostenta a liderança no mercado português de televisores há nove anos consecutivos, segundo entidades auditadas, dominando TVs ultragrandes (75 polegadas ou mais) e o segmento de valor acima dos 1000€. Em 2025, pela primeira vez num ano ímpar sem grande evento desportivo, o mercado estabilizou ou cresceu ligeiramente, quebrando uma tendência de quedas pós-anos pares como os Mundiais. Para este ano, a LG prevê crescimento moderado, impulsionado por transições rápidas: de Ultra HDs para mini LEDs premium, com o segmento OLED + QNED + LED a passar de 54% para 63% do mercado (era 43% em 2024). O Mundial trará procura por OLEDs, que crescem a dois dígitos graças a acessibilidade; TVs ultra large, motor de crescimento há anos; e micro LED, tendência iniciada em 2025.

Face a um preço médio em queda, o foco é aportar valor. A estratégia da LG para 2026 assenta em três pilares: liderar pela inovação, diferenciar pela proposta de valor, e ser “a LG para todos”, cobrindo de LEDs acessíveis a QLEDs state-of-the-art. “O sucesso de ontem não garante o de hoje num mercado dinâmico e desafiante”, avisou Daniel Correia.

Por sua vez, Hugo Botelho, Product Specialist na LG Electronics Portugal, reforçou a “reinvenção” pessoal e profissional, recordando 13 anos de liderança em OLED – pioneiros com o primeiro equipamento comercial, inovando em formatos enroláveis, curvos e transparentes. A OLEDW, conceito de 2017, foi reinventada para integrar tecnologia atual sem sacrificar design: com apenas 9,9 mm de espessura, compara-se a um telemóvel, encaixando-se perfeitamente na sala. A TV transparente eleva o design estético, permitindo visualizações distintas e enquadramento único na sala de estar.

E se os fios são “um problema” nas salas, a LG resolveu o assunto com a Zero Connect Box, idealizada há dois anos. Trata-se de uma caixa que centraliza ligações, transmitindo imagem e som sem fios a 4K/165 Hz, logo com desempenho gaming-level, estável e sem perda de qualidade, eliminando cabos visíveis. A estética segue tendências de mercado, com padrões premium nos televisores. E a inteligência artificial, claro, é omnipresente: o AI Magic Remote usa sensores de movimento e voz (botão central AI) para navegação intuitiva, filtrando conteúdos preferidos e expandindo pesquisas. No webOS, além do Copilot (introduzido em 2025), há também o Gemini – se resultados iniciais falharem, estas IAs oferecem soluções extras. O LG Shield encripta tudo: apps, pesquisas, dados pessoais, garantindo confiança total.

Já o gaming tem ganho cada vez mais tração no mercado de televisores, e a tecnologia OLED posiciona-se como a escolha premium para quem procura desempenho máximo. Num contexto de escassez de chips e memórias – uma realidade que todos conhecem bem –, os consumidores procuram alternativas ao hardware tradicional, e é aqui que o cloud gaming avança a passos largos na gama OLED 2026 da LG. Estas são as primeiras do mercado capazes de fazer streaming de jogos em 4K a 120 Hz, totalmente compatíveis com os principais serviços de streaming em nuvem, que a marca já integra há algum tempo. Para completar, adicionaram compatibilidade com comandos Bluetooth de ultra baixa latência, uma novidade mundial da LG, garantindo que o gamer que opta por OLED não só tenha qualidade de imagem superior, mas também todo o desempenho fluido que esta tecnologia promete em sessões intensas de jogo.

É precisamente aqui que entra a Hyper Radiant Color, uma tecnologia chave nas OLEDs deste ano, que promete melhorar a qualidade de imagem assente em cinco pilares fundamentais: desempenho excecional em cor, expressão perfeita de pretos – assinatura das OLED –, e um brilho agora até 3,9 vezes superior ao de uma TV OLED convencional, especialmente nas séries W e G. Este aumento de brilho não serve só para destacar os mais pequenos pormenores da imagem, mas também para proporcionar condições de visualização ideais mesmo em salas muito luminosas, com janelas abertas ou luz natural plena. “Já não precisamos de fechar as cortinas ou as luzes para ter qualidade OLED”, enfatizou o especialista da marca com convicção – a filosofia da LG é garantir exatamente a mesma experiência de imagem, quer o ambiente seja completamente escuro, quer esteja banhado em luz intensa, deixando para trás aquele velho mito de que OLED exigia escuridão total.

Para processar toda esta informação avassaladora, o coração da operação é o processador Alpha 11, desenvolvido in-house pela LG e distinguido como o primeiro do mundo em TVs com arquitetura de apenas 6 nanómetros. Há vantagens concretas: consome menos energia, ocupa menos espaço interno – o que permite televisores ainda mais finos –, mas mantém ou até supera a performance anterior. Outro destaque é a funcionalidade True Speed na reprodução de imagem, que permite lidar com até 64 vezes mais dados de cor do que uma OLED convencional, resultando em transições suaves e realistas em gradações cromáticas complexas, com muito mais informação processada para uma qualidade geral superior. E, claro, a inteligência artificial está sempre por trás, com um sistema de duplo motor AI que faz upscaling, alisamento de bordos, aperfeiçoamento e otimização em tempo real de forma totalmente automática – sem que o utilizador precise de ativar ou configurar nada, a TV simplesmente entrega o melhor possível a cada momento.

A gama OLED para 2026 brilha literalmente com modelos que combinam estas tecnologias de ponta. A série W6 posiciona-se como uma das TVs chave do ano, colocando o design em cima de tudo – é a OLED mais fina até hoje, com apenas 9,9 mm de espessura, à qual se alia a transmissão wireless de imagem e som até 4K a 165 Hz através da Zero Connect Box. Está disponível em 77 e 83 polegadas, perfeita para quem quer integração total na sala sem comprometer a tecnologia.

Já a série Q continua como um dos best-sellers da LG no mercado, com foco no “perfect fit”: instalação impecável na parede ou com base central, disponível desde 48 até 97 polegadas, sendo que algumas dimensões chave vêm preparadas para ambas as opções. A C6, da série C, é o modelo OLED mais vendido, oferecendo uma das melhores relações entre desempenho e características – faz um step up significativo no hardware, incorporando o mesmo processador Alpha 11 do topo, brilho maior para visualização versátil e a base central tão valorizada pelos clientes, tornando-a ideal tanto para sessões de jogos, como para experiências imersivas de cinema. Por fim, a série B6 é o “OLED para todos”, democratizando o acesso à melhor tecnologia do mercado a um preço acessível, em tamanhos de 48 a 83 polegadas. Todos estes modelos estavam expostos no evento para teste ao vivo, convidando os presentes a experimentar na primeira mão.

Para além do OLED, que representa a visão máxima de qualidade de imagem para a LG, a marca apresenta alternativas para quem procura outras soluções. Na Micro LED, a evolução é notória: esta tecnologia da LG garante 100% de cobertura nas principais gamas de cor – DCI-P3, BT.2020 e Adobe RGB –, assegurando que qualquer conteúdo é reproduzido fielmente, tal como concebido. Usa os processadores de topo das OLEDs para processamento de imagem superior, e está disponível de 65 a 100 polegadas. Mesmo no gaming, destaca-se com capacidade de duplicar a taxa de atualização do painel para uma experiência mais rápida – até 330 Hz –, indo além da média. A Micro LED RGB, por seu turno, é a versão mini LED, com dupla cobertura de 100%, posicionando-se como uma evolução acessível da tecnologia, com mais cor e desempenho a preços competitivos.

Este ano marca também uma mudança de rumo: todas as TVs QNED são mini LED, o que simplifica a comunicação e eleva a qualidade – mais precisão, imagens mais detalhadas, ideal para grandes polegadas, especialmente com o Mundial a aproximar-se, quando os clientes tradicionalmente procuram ecrãs maiores e as TVs vão crescendo de tamanho ano após ano. Na gama QNED, a 93B é a mini LED full range, com desempenho máximo, disponível apenas em 115 polegadas – o limite atual de dimensão. A 87B deve ser o best-seller, sucessora da 86 que vendeu tanto no ano passado: super competitiva em imagem, aspeto técnico, design fino, base central, todas as features de IA, de 43 a 100 polegadas, para todos os nichos. A 82B inicia os premium ultra HD acessíveis, mantendo processadores topo mas com preços mais em conta, enquanto as 81 e 7B são as de entrada de gama.

Mas a LG não para nas gamas premium – desce também às TVs mais acessíveis com a gama Nanocell. O que fizeram este ano foi fundir as antigas gamas ultra HD e Nano, mantendo preços competitivos mas elevando a qualidade: até processamento de imagem em tempo real via inteligência artificial chega aos modelos de entrada, com estética melhorada usando metal em vez do plástico tradicional das gamas baixas, e construção mais robusta para se assumir bem na sala de estar. O modelo NU80B é exemplo disso, com especificações completas de processamento e IA, disponível de 43 a 86 polegadas.

E para completar a experiência, o som tem tanto foco como a imagem. A LG tem vindo a criar sinergias entre as suas TVs e soundbars próprias, oferecendo multimédia total. Há modelos para todos os tamanhos, gostos e orçamentos – desde entry-level até topo de gama –, e até matrizes que sugerem o par ideal para cada TV, seja uma soundbar dedicada ao desempenho sonoro puro ou uma mais subtil em termos de estética.

Hugo Faria
Hugo Faria
Licenciado em Informática de Gestão e com Mestrado em Sistemas de Informação de Gestão na Coimbra Business School, fui um dos que contribuiu, do ponto de vista tecnológico, para o nascimento do Echo Boomer. Tenho uma paixão que se divide pela tecnologia, pela música e pelos automóveis, tópicos esses que são explorados por mim em cada artigo que escrevo e publico por aqui.
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