O Dalva Metamorfose Rosé 2021 e o Metamorfose Tinto 2017 chegam ao mercado, destacando-se pela vinificação cuidada e pelos estágios prolongados que definem o perfil da linha.
A Dalva expandiu a gama Metamorfose DOC Douro, criada em 2014, com duas novas referências que se juntam ao Dalva Metamorfose Branco 2019: o Rosé 2021 e o Tinto 2017. A linha, concebida como expressão da ideia de transformação e evolução do vinho ao longo do tempo, passa assim a integrar três edições limitadas numeradas, todas de produção restrita e perfil cuidado.
A enologia de José Manuel Sousa Soares manteve-se responsável pela criação dos novos vinhos, apresentados no arranque da primavera. Um deles, o Dalva Metamorfose Rosé 2021, é produzido exclusivamente a partir da casta Tinta Roriz, tendo passado por um estágio prolongado em madeira.
O ano vitícola de 2021 no Douro foi classificado como normal e seco, com boa produtividade. As chuvas registadas no inverno e em abril e junho compensaram a escassez de precipitação em março e maio, permitindo um desenvolvimento equilibrado das videiras, sem grandes limitações hídricas. A vindima, longa e fresca, originou mostos de qualidade equilibrada e com moderado teor alcoólico.
As uvas destinadas a este rosé foram selecionadas manualmente à entrada da adega. Após desengace total e prensagem, o mosto foi sujeito a decantação a frio antes de seguir para fermentação e estágio numa barrica usada de carvalho francês (500 litros), onde permaneceu durante três anos e meio, até ao engarrafamento, realizado em maio de 2025.
Na prova, o Dalva Metamorfose Rosé 2021 apresenta tonalidade de casca de cebola com reflexos rosados. O aroma evidencia notas de evolução resultantes do contacto prolongado com a madeira, com nuances vegetais e ligeiramente terrosas. Na boca, mostra acidez precisa, textura cremosa e final prolongado e coeso. É indicado para acompanhar peixe grelhado, atum braseado, carnes brancas ou legumes assados, podendo também harmonizar com queijos de intensidade média.
Já o Dalva Metamorfose Tinto 2017 tem origem numa vinha velha situada nas margens do rio Pinhão. O vinho foi sujeito a um estágio prolongado em garrafa antes de chegar ao mercado, resultando num perfil marcado por frescura, taninos firmes e um carácter aromático complexo.
O ano de 2017 no Douro ficou definido por condições extremas de seca, o que levou a maturações rápidas e concentradas, com mostos de elevado potencial alcoólico. A vindima foi uma das mais precoces da região, com baixos rendimentos, mas com vinhos de notável qualidade.
As uvas foram criteriosamente selecionadas e desengaçadas antes de entrarem em fermentação em lagares, precedida por uma maceração a frio. O vinho foi engarrafado em julho de 2019, tendo estagiado cerca de sete anos em garrafa até ao lançamento.
Em prova, o Dalva Metamorfose Tinto 2017 revela cor rubi aberta. O nariz combina aromas de envelhecimento e estágio com notas de fruta vermelha e especiarias, onde sobressaem pimenta-preta e folhas secas de tabaco. Na boca demonstra equilíbrio, frescura e taninos bem integrados, terminando com persistência e harmonia. É adequado para acompanhar carnes assadas, pratos de caça ou guisados, bem como queijos curados, sendo recomendado servi-lo entre 16 °C e 18 °C.
As três referências da gama Metamorfose – Branco 2019, Rosé 2021 e Tinto 2017 – estão disponíveis nas principais garrafeiras, na restauração e na loja online da marca, com um preço de venda recomendado de 35€.
