Infraestruturas de Portugal avança com estudos para quatro ligações estratégicas

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Infraestruturas de Portugal vai desenvolver estudos para quatro novas ligações, num investimento de sete milhões de euros.

Quatro novos projetos rodoviários, atualmente em fase de estudo e desenvolvimento, vão reforçar a rede nacional de transportes e promover a coesão territorial em várias regiões do país. As intervenções, com um investimento global de cerca de sete milhões de euros, enquadram-se na Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/2025, orientada para a melhoria da mobilidade, da segurança rodoviária e das ligações entre territórios do litoral e do interior.

Um dos projetos em curso incide sobre o novo lanço da A13/IC3, entre Vila Nova da Barquinha e Almeirim. A proposta, com cerca de 45 quilómetros, prevê a criação de uma ligação contínua em perfil de autoestrada entre Coimbra (Ceira) e Almeirim. O estudo contempla a duplicação do troço atual do IC3 entre a A23 e Vila Nova da Barquinha, um novo atravessamento do rio Tejo entre a Golegã e a Chamusca, e a integração com o atual traçado da A13, em Almeirim. O objetivo é melhorar as condições de segurança e mobilidade e reduzir disparidades regionais, garantindo melhores acessos a serviços e infraestruturas. O projeto segue as bases ambientais já aprovadas em intervenções anteriores, nomeadamente entre o Nó de Atalaia e Vila Nova da Barquinha, entre a Chamusca e Almeirim, e entre esta última e o IC3.

Na região Norte, a Infraestruturas de Portugal (IP) está a avançar com a segunda fase da Variante à EN210, também designada Via do Tâmega, que ligará o Corgo ao Arco de Baúlhe, junto à A7. Esta intervenção, com uma extensão de aproximadamente 7 quilómetros e uma configuração de 1×2 vias, conclui a ligação entre a A4 (Amarante) e a A7, dois importantes eixos rodoviários. A obra visa corrigir desequilíbrios regionais e facilitar deslocações mais rápidas e seguras entre os vales do Tâmega e do Douro.

Outro investimento estruturante diz respeito ao desenvolvimento do IC13, que ligará Montijo a Alter do Chão, atravessando Coruche, Mora e Ponte de Sor. O novo itinerário, com uma extensão estimada de 100 quilómetros, será determinante para articular o futuro Novo Aeroporto de Lisboa com o interior do país, em particular o Alto Alentejo e a Beira Baixa. O projeto assume relevância estratégica para a melhoria das ligações entre o litoral e o interior, potenciando a coesão territorial e o dinamismo económico regional.

No Alentejo, está também previsto o avanço da A26/IP8, entre Santa Margarida do Sado (no quilómetro 58) e Beja (quilómetro 83), incluindo a nova Variante a Ferreira do Alentejo. A IP prepara-se para retomar e concluir estas obras, interrompidas durante o período da Subconcessão do Baixo Alentejo. Quando concluído, o lanço de cerca de 35 quilómetros permitirá completar o percurso em perfil de autoestrada (2×2 vias) entre Beja e a A2, após a execução das variantes de Figueira de Cavaleiros e Beringel. A intervenção deverá melhorar substancialmente a mobilidade na região e aumentar a segurança rodoviária.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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