Governo e autarquia de Évora definem infraestruturas essenciais para o Hospital Central do Alentejo

- Publicidade -

Protocolo assinado em Évora define responsabilidades e prazos para a concretização das infraestruturas essenciais ao Hospital Central do Alentejo, que deverá estar pronto em 2027 e servir como polo de formação médica.

A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esteve hoje em Évora para presidir à assinatura de um protocolo destinado a viabilizar as infraestruturas essenciais ao futuro Hospital Central do Alentejo.

Na cerimónia, a ministra fez uma referência explícita aos problemas que marcaram o arranque da obra, reconhecendo que o projeto enfrentou atrasos e dificuldades estruturais logo nas fases iniciais. Disse que, ao assumir funções no Governo, se deparou com um “problema grave entre mãos”, marcado por uma acumulação de decisões por tomar, processos judiciais ainda pendentes e uma reprogramação financeira que não tinha sido previamente assegurada.

Ana Paula Martins apontou também dificuldades na articulação institucional, descrevendo que existia uma Câmara Municipal que, além de dialogar pouco com o Governo, se mantinha em posição de resistência face a algumas opções relativas à construção de acessos ao Hospital Central do Alentejo. A ministra explicou que a obra avançou sem que tivessem sido previamente legalizados todos os terrenos envolvidos e sem que fossem construídos os acessos rodoviários necessários, o que condicionou o ritmo de execução e contribuiu para os atrasos registados.

Apesar desse contexto, a nova unidade hospitalar já se encontra cerca de 80% concluída, segundo a informação disponibilizada. A empreitada principal está atualmente programada para terminar em junho de 2027, seguindo‑se um período adicional de cerca de seis meses dedicado a testes de funcionamento, adequações técnicas e procedimentos legais de caráter obrigatório antes da abertura ao serviço.

O financiamento do hospital está integralmente assegurado pelo Ministério da Saúde, com a inclusão de uma majoração de verbas realizada em 2025, que permite garantir que o projeto não será penalizado por lacunas financeiras na fase final. A governante reiterou que não haverá obstáculos de ordem orçamental à conclusão da infraestrutura, que se insere nas prioridades de modernização do Serviço Nacional de Saúde.

O protocolo agora assinado estrutura um quadro claro para a aquisição de terrenos, a construção de acessos e a implementação das infraestruturas complementares consideradas essenciais. Entre estas infraestruturas contam‑se os acessos rodoviários, as redes de água e saneamento, a ligação à rede elétrica de média tensão e as infraestruturas de telecomunicações que suportarão a operação clínica e administrativa do hospital.

O Município de Évora assume, no âmbito do acordo, a coordenação e a execução das infraestruturas externas, incluindo a condução dos procedimentos de contratação pública, bem como a aquisição de terrenos por compra ou, quando necessário, por via de expropriação. A Unidade Local de Saúde do Alentejo Central, por seu lado, assegura o financiamento integral destas intervenções, que representam um investimento global de aproximadamente 13,3 milhões de euros, a ser integralmente suportado pelo Governo. Está previsto que os concursos públicos para a execução destas infraestruturas sejam lançados em abril de 2026.

O Hospital Central do Alentejo, uma vez concluído e posto em funcionamento, será estruturalmente orientado para servir cerca de 150.000 habitantes do distrito de Évora, com capacidade de resposta a uma população total de cerca de 440.000 pessoas no conjunto da região alentejana. Além da vertente assistencial, a nova unidade será também utilizada como polo de formação médica, integrando o ecossistema de ensino universitário de Évora.

Ana Paula Martins reforçou que o Hospital Central do Alentejo terá papel central na nova Faculdade de Medicina de Évora, disponibilizando instalações modernas para a formação de futuros médicos e criando condições para a fixação de recursos humanos qualificados na região. A governante afirmou que o investimento demonstra que a saúde pública não pode depender de vontades individuais ou de circunstâncias momentâneas, insistindo na necessidade de garantir um sistema de saúde estável, previsível e sustentável.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
- Publicidade -

Deixa uma resposta

Introduz o teu comentário!
Introduz o teu nome

Relacionados