O navegador da Opera expande‑se para novas distribuições e prepara suporte oficial para o Flatpak.
A Opera cumpriu a promessa feita no início do ano e lançou oficialmente o Opera GX para Linux, depois de uma longa espera por parte da comunidade. As versões .deb e .rpm já podem ser descarregadas, permitindo a instalação direta em sistemas baseados em Debian/Ubuntu e Fedora/openSUSE.
No comunicado que acompanhou o lançamento, a empresa sublinhou que a procura por uma versão Linux do Opera GX era enorme, especialmente em comunidades como Reddit, Discord e fóruns dedicados ao desenvolvimento e a jogadores. Essa pressão acabou por acelerar a decisão de levar o navegador para além dos ambientes tradicionais de Windows e macOS.
Criado em 2019, o Opera GX distingue‑se da versão clássica por ser pensado especificamente para utilizadores que necessitam do máximo de recursos dos seus computadores. O navegador conta com controlo avançado de consumo de CPU, RAM e largura de banda, evitando que interfira no desempenho de, por exemplo, jogos. O navegador é também orientado para criadores de conteúdo e streamers, contando com integrações de plataformas populares como Twitch e Discord.
Atualmente, o Opera GX reúne cerca de 34 milhões de utilizadores ativos mensais, e a chegada ao Linux surge num momento em que os videojogos na plataforma se encontram em forte crescimento, impulsionado sobretudo pelo Proton, a camada de compatibilidade da Valve que tem permitido correr milhares de jogos originalmente feitos para serem executados no Windows.
Para já, o Opera GX oferece suporte oficial a distribuições baseadas em Debian, Ubuntu, Fedora e openSUSE, mas a empresa confirmou que está a trabalhar para disponibilizar uma versão Flatpak nas próximas semanas, o que deverá alargar significativamente a compatibilidade com outras distribuições.
