A empresa aposta numa IA multimodal com alertas proativos e operações internacionais para reduzir fraudes no Facebook, WhatsApp e Messenger.
A Meta anunciou um novo conjunto de medidas para reforçar a proteção dos utilizadores contra golpes online nas suas principais plataformas, o Facebook, o Messenger e o WhatsApp. A principal mudança? Ao invés de apenas reagir a denúncias, as plataformas passam a atuar antes que o utilizador seja enganado, combinando inteligência artificial avançada, novos alertas e verificações mais rigorosas de anunciantes.
No WhatsApp, um novo aviso surge quando o sistema identifica comportamentos típicos de tentativas de roubo de conta, especialmente pedidos suspeitos de ligação de dispositivo através de código ou QR code. Por sua vez, no Facebook estão a ser testados alertas para pedidos de amizade potencialmente fraudulentos, sobretudo quando o perfil tem poucos amigos em comum ou apresenta uma localização duvidosa. Já no Messenger, o sistema de deteção de golpes, que é capaz de identificar padrões como falsas ofertas de emprego, será expandido para mais países, permitindo que o utilizador envie mensagens recentes para análise através da IA.
A Meta também está a recorrer a modelos de inteligência artificial capazes de analisar texto, imagens e contexto simultaneamente, com o objetivo de identificar esquemas mais sofisticados, incluindo falsificação de identidade de celebridades e marcas. Há, ainda, outro sistema que deteta links enganosos que redirecionam para páginas falsas, protegendo milhares de marcas contra tentativas de sequestro de domínio. No campo da publicidade, a empresa quer aumentar a proporção de anunciantes verificados de 70% para 90% até ao final de 2026, reforçando o controlo sobre categorias de maior risco. Só no último ano, mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos foram removidos, a maioria antes de qualquer denúncia.
Contudo, as ações vão além do software. Em colaboração com autoridades internacionais, a Meta ajudou a desativar mais de 150.000 contas associadas a redes de fraudes no Sudeste Asiático, incluindo esquemas de falsas prisões digitais. No total, 10,9 milhões de contas associadas a centros de fraude foram removidas do Facebook e do Instagram, e mais de 12 milhões de anúncios foram banidos na Índia por violarem políticas antifraude.
