Com mais de 50 lojas no país, a Mango prepara novas aberturas em 2026 e reforça a aposta no mercado português.
A retalhista espanhola de moda MANGO encerrou o ano de 2025 com um volume de negócios de 3,8 mil milhões de euros, mais 13% do que em 2024. Mesmo descontando o efeito cambial, as receitas cresceram 16%, consolidando o ritmo de expansão acima da média do setor. O resultado operacional antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) atingiu 722 milhões de euros, mais 13% face ao ano anterior, e o lucro líquido fixou-se nos 242 milhões, representando uma subida de 11%.
O bom desempenho permitiu à empresa concretizar o maior investimento da sua história: cerca de 225 milhões de euros canalizados para a modernização e expansão da rede de lojas, reforço da área tecnológica e conclusão do complexo MANGO Campus, em Barcelona. No total, abriram-se mais de 260 pontos de venda durante o ano, elevando o número global para 2.931, distribuídos por mais de 120 mercados. A superfície comercial total aproxima-se agora dos 900.000 m2.
O canal digital manteve-se como um pilar central da estratégia omnicanal da marca, representando cerca de um terço das vendas totais. A par disso, a MANGO reforçou a aposta nas lojas físicas, promovendo 86 remodelações para renovar espaços e melhorar a experiência de compra. Entre as inaugurações de maior destaque contam-se as de Barcelona, Berlim, Ancara, Chicago, Roma, Munique e Londres.
No plano internacional, 78% da faturação da empresa tem origem fora de Espanha. França, Turquia, Alemanha e Estados Unidos continuam entre os mercados mais fortes, seguidos por Itália, Reino Unido e Portugal. E por falar no nosso país, há novidades.
Depois de um ano de 2025 marcado pela abertura de quatro novas lojas, que acrescentaram cerca de 2.300 m2 de área comercial, a Mango anunciou que, em 2026, prosseguirá a expansão em território nacional, com a inauguração de três novos espaços, um deles no Porto, apontado pela marca como a abertura mais significativa do ano.
A empresa espanhola reforça assim a sua presença em Portugal, onde encerrou 2025 com mais de meia centena de lojas e uma área comercial superior a 23.000 m2, empregando cerca de 520 pessoas.
De acordo com informação divulgada pela marca, o mercado português registou um desempenho acima da média, com o volume de negócios a crescer cerca de 15% face ao ano anterior. Este resultado é atribuído à execução do plano estratégico da empresa e ao investimento contínuo na rede de lojas.
Portugal mantém-se como um mercado relevante para a empresa, que escolheu o país como ponto de partida da sua internacionalização em 1992, oito anos após a sua fundação.
