O que é expectável, tendo em conta a fragilidade económica da padaria artesanal. Para 2026, a Gleba prevê uma faturação superior a 13 milhões de euros, embora com resultados negativos estimados em 630.000€.
Como se sabe, a padaria artesanal Gleba está a atravessar uma fase delicada da sua existência e aguarda com expectativa a aprovação do Plano Especial de Revitalização (PER) que apresentou recentemente em tribunal. O processo prevê a extensão dos prazos de pagamento das dívidas, superiores a 12 milhões de euros, e é visto pela empresa como a única forma de garantir a continuidade da atividade e a preservação dos mais de 230 postos de trabalho.
A Gleba admite enfrentar sérias dificuldades de tesouraria, resultantes do ciclo de expansão acelerado registado nos últimos anos. Em 2024, duplicou a presença comercial na Grande Lisboa, com a abertura de 12 novas lojas. Contudo, esse crescimento veio acompanhado de atrasos na execução dos projetos, custos de instalação superiores aos previstos e resultados abaixo das metas iniciais, o que agravou as necessidades de financiamento e pressionou a liquidez.
No PER, a padaria reconhece que esta conjugação de fatores fragilizou a sua situação financeira, criando problemas de solvabilidade a curto prazo. O documento propõe o pagamento integral das dívidas num horizonte de dez anos e inclui um conjunto de medidas internas destinadas a reduzir custos operacionais, como a internalização de tarefas de limpeza e de processamento salarial.
Ao ECO, o fundador Diogo Amorim afastou a possibilidade de novas aberturas de lojas, afirmando que a prioridade passa agora por consolidar operações e melhorar a eficiência do negócio. Para 2026, a Gleba prevê uma faturação superior a 13 milhões de euros, embora com resultados negativos estimados em 630.000€. Segundo as projeções, o regresso aos lucros só deverá ocorrer em 2032, com resultados acima de um milhão de euros.
