Gleba quer mais tempo para evitar insolvência e salvar 230 empregos

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A padaria artesanal Gleba pede um prazo de dez anos para liquidar 12 milhões de euros em dívidas, num plano que visa salvar 230 empregos e assegurar a continuidade do negócio.

A padaria artesanal Gleba, um dos nomes mais conhecidos do setor em Lisboa, recorreu ao tribunal para pedir um prazo de dez anos para saldar as suas dívidas, que já ultrapassam os 12 milhões de euros. De acordo com o ECO, o objetivo é garantir a continuidade da empresa e preservar cerca de 230 postos de trabalho, numa fase marcada por fortes constrangimentos financeiros.

No plano especial de revitalização (PER) apresentado na última semana, a empresa admite que o processo de expansão não decorreu conforme o esperado. A multiplicação de lojas exigiu investimentos elevados, registaram-se atrasos na abertura de novos espaços, e os custos de instalação superaram as previsões iniciais. Para agravar o cenário, algumas lojas não atingiram os resultados esperados, aumentando a pressão sobre o fundo de maneio e a liquidez. Com tudo isto, o passivo triplicou desde 2021.

O PER – que a Gleba considera ser a única alternativa viável para evitar a insolvência e assegurar o futuro da empresa – propõe que todos os credores recuperem o capital em dívida, mas a empresa solicita um perdão dos juros de mora e o prolongamento dos prazos de pagamento. Para os credores comuns – que representam quase nove milhões de euros, incluindo instituições bancárias – é proposto um pagamento faseado ao longo de 10 anos. A Gleba argumenta que esta solução permitirá manter a atividade e garantir a viabilidade económica da marca no médio prazo.

A marca alerta que uma eventual liquidação da sociedade seria mais prejudicial para todas as partes envolvidas, implicando a perda imediata dos empregos e uma forte desvalorização dos ativos. Esse cenário obrigaria ainda ao pagamento de indemnizações no valor de cerca de 420.000€ aos trabalhadores.

Em termos de perspetivas financeiras, a Gleba estima uma faturação de 13 milhões de euros em 2026, prevendo atingir os 15 milhões até 2029. Apesar disso, as contas deverão continuar negativas durante vários exercícios, com prejuízos previstos na ordem dos 630.000€. A recuperação plena só é esperada em 2032.

Fundada em 2016 por Diogo Amorim, a Gleba cresceu de forma acelerada nos últimos anos, impulsionada por um plano de expansão que triplicou o número de lojas desde 2022. Atualmente, conta com 24 espaços, sobretudo na área metropolitana de Lisboa.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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