A Câmara de Setúbal apresentou o plano de requalificação da Salmoura, em Azeitão, que prevê obras em 26 ruas e um investimento superior a 13 milhões de euros.
A Câmara Municipal de Setúbal apresentou à população o plano de requalificação urbanística da zona da Salmoura, em Azeitão, um projeto que prevê um investimento global superior a 13,5 milhões de euros ao longo de várias fases.
A intervenção, enquadrada no Plano de Pormenor da Salmoura, incide sobre uma área de cerca de 1,47 quilómetros quadrados e abrange a renovação de 26 arruamentos. O plano inclui a instalação ou renovação de redes de abastecimento de água, drenagem de águas pluviais e domésticas, telecomunicações e infraestruturas elétricas, além da criação de passeios, sinalização, pavimentação e espaços arborizados.
A primeira fase, com um custo estimado de 2,5 milhões de euros, envolve a requalificação de 1,7 quilómetros de via nas ruas de São Gonçalo e Padre José Pires Brioso. Com início previsto para outubro e uma duração aproximada de 10 meses, esta etapa será financiada pela autarquia e pelos Serviços Municipalizados de Setúbal, embora o município esteja também a tentar garantir apoio através de uma candidatura no âmbito da mobilidade sustentável. As intervenções incluem a criação de passeios, zonas de estacionamento alternado com árvores e uma ciclovia ao longo da Rua de São Gonçalo, que ficará interditada durante o período das obras.
A autarquia já prepara a segunda fase da requalificação, estimada em 2,2 milhões de euros, que abrangerá 2,3 quilómetros de arruamentos, incluindo o troço sul da Rua Brejos de Camarate, a Rua da Salmoura e a Rua Vinha da Salmoura. Seguir-se-ão obras na Rua da Malhada, num investimento próximo de 950.000€, e intervenções adicionais em mais de uma dezena de vias, entre as quais a Rua Brejos de Camarate (troço norte) e as ruas Barqueiros de Coina, Brejos Pequenos e da Pecuária. O plano prevê ainda trabalhos na Rua dos Pinheiros, Rua da Vinha, Travessa da Salmoura e acessos locais, investimentos que, no conjunto das fases, ultrapassam os 13 milhões de euros.
Segundo a presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, o horizonte temporal das obras é de 10 anos, embora o objetivo seja acelerar a execução sempre que seja possível garantir financiamento externo ou recorrer a empréstimos municipais. A autarca recordou ainda que parte das intervenções já se encontra concluída, nomeadamente a construção de um emissário doméstico e redes de drenagem em várias ruas, o que permitiu substituir antigas fossas sépticas. Essas obras, realizadas entre 2023 e 2025, representaram um investimento de 914.000€ e incluíram também a instalação de novas redes de água nas ruas de São Gonçalo, da Vinha e dos Cravos.
