A FPF apresentou as 366 medidas com o objetivo central de consolidar Portugal como a nação do futebol.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou o Plano Estratégico 2024-2036 na Cidade do Futebol, em Oeiras, delineando o rumo da modalidade para os próximos 12 anos. O documento, revelado por Pedro Proença no dia em que completou um ano de mandato na presidência, estabelece 366 medidas distribuídas por 10 eixos de atuação, com o objetivo central de consolidar Portugal como a nação do futebol.
No campo do crescimento demográfico da modalidade, a estrutura federativa traçou a meta de atingir os 400.000 praticantes federados até 2036, um aumento substancial face aos atuais 251.000. Deste total, projeta-se que 60.000 sejam atletas femininas, o que representa uma subida expressiva em relação às 21.000 registadas presentemente. O recrutamento e a retenção estendem-se à arbitragem, setor onde a FPF tenciona triplicar os quadros, passando de 4.442 para 13.000 árbitros, equacionando também a criação de uma entidade externa profissional e independente para gerir a classe. Do ponto de vista financeiro e de envolvimento do público, a estratégia ambiciona fixar as receitas anuais de patrocínios, licenciamento e merchandising na ordem dos 70 milhões de euros, bem como ampliar a base de adeptos registados para quatro milhões.
Desportivamente, as metas assumidas englobam a conquista de um título internacional de seniores masculinos, seja no Campeonato da Europa ou no Campeonato do Mundo, e a ascensão ao primeiro lugar do ranking da FIFA. No panorama interno, o quadro competitivo será alvo de debate, estando em cima da mesa a eventual introdução de um formato de “final four” na Taça de Portugal e na Supertaça Cândido de Oliveira. Planeia-se ainda que as equipas mais bem classificadas da Primeira Liga iniciem a participação na Taça de Portugal apenas na quarta eliminatória e discute-se a reformulação da Taça da Liga, bem como a criação de uma Supertaça Ibérica. Para o futebol feminino, o horizonte até 2032 determina a profissionalização integral da Liga BPI, alargando de quatro para dez o número de equipas com este estatuto.
Quanto à educação e inovação tecnológica, a FPF vai avançar com a construção da Universidade do Futebol, integrada na quinta fase da Cidade do Futebol. Esta instituição acolherá a primeira licenciatura em futebol a nível mundial, com o arranque do primeiro ano letivo projetado para 2028/2029, operando sob a égide da recém-criada FPF Academy.
Todas estas dinâmicas estruturais convergem para a organização do Mundial 2030, partilhada com Espanha e Marrocos, evento perspetivado como o catalisador máximo para a modernização das infraestruturas e a afirmação internacional do ecossistema desportivo nacional.
