Município de Coimbra aprovou projeto ambicioso de 16 milhões de euros para reabilitar e converter o edifício histórico.
Na passada segunda-feira, 23 de fevereiro Câmara Municipal de Coimbra aprovou, em reunião camarária, um projeto ambicioso que prevê a reabilitação e conversão da Estação Nova, também conhecida como Estação Coimbra A. Outrora uma das portas da cidade, e agora fechado e desativado devido ao sistema de mobilidade Metrobus, o edifício vai dar lugar a um polo cultural e de inovação, confirmou o Município em comunicado.
Segundo destacou a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, a Estação Nova “representa um dos símbolos maiores da ligação histórica de Coimbra ao progresso e ao seu centro urbano“, moldando, durante décadas, “a vida económica e social da cidade“. Agora, vai continuar a moldar a cidade, mas também nos campos da cultura e da inovação.
O município vai assumir a utilização da Estação Nova, dando início a “um projeto de reabilitação destinado a transformar o edifício histórico num equipamento urbano multifuncional ao serviço da cidade“, a executar em sete anos. De acordo com o comunicado, a iniciativa prevê a subconcessão de uma área com cerca de 5.286 m2, incluindo o edifício de passageiros e as antigas plataformas ferroviárias atualmente desativadas, por um período de 50 anos. O investimento estimado é de cerca de 16 milhões de euros, abrangendo obras de reabilitação patrimonial, construção de infraestruturas, reorganização do espaço público e reestruturação funcional do edifício.
A intervenção vai ser faseada. A primeira fase prevê a instalação da Agência Municipal para o Investimento e Inovação — GoCoimbra na ala poente do edifício, que vai funcionar “como âncora para a atração de investimento, empresas inovadoras e emprego qualificado, em articulação com o futuro Distrito de Inovação da Frente Ribeirinha“. Posteriormente, o edifício vai ter lugar para a tecnologia e inovação empresarial, cultura, lazer e promoção de produtos locais e regionais. O projeto prevê igualmente a valorização da memória ferroviária do espaço, preservando a identidade histórica da Estação enquanto porta de entrada simbólica da cidade. Para a antiga zona das plataformas ferroviárias, está prevista a criação de uma praça pública, abrindo o edifício ao rio Mondego e promovendo uma nova relação entre a cidade, a frente ribeirinha e os percursos pedonais e cicláveis associados ao futuro sistema Metrobus.
A Estação Nova será progressivamente reaberta ao público como equipamento multifuncional, integrando espaços culturais, atividades económicas compatíveis, áreas de fruição turística e novos espaços de encontro urbano. Como sublinhou Ana Abrunhosa, o objetivo da intervenção é “valorizar o património, reintroduzir o fluxo de pessoas e atividades na Baixa e transformar a Estação Nova num novo ponto de encontro, chegada e partida para a cidade do futuro“.
