Já a execução paralela da linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, cuja conclusão se perspetiva para 2034, não gera apreensão na autarquia nortenha.
O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, assegurou que o troço nacional da linha de alta velocidade que unirá a cidade invicta a Vigo estará concluído em 2032. O autarca sublinha que este projeto é totalmente independente da ligação entre Lisboa e Madrid, afastando qualquer cenário de concorrência entre as duas infraestruturas.
A garantia foi transmitida após um encontro na Casa do Roseiral, no Porto, com o presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda. Durante a reunião, Pedro Duarte reiterou que existe um compromisso governamental claro para finalizar a empreitada em território português num prazo de seis anos. O calendário está estipulado e os trabalhos prosseguem com essa meta definida.
Do lado espanhol, Alfonso Rueda relembrou que a responsabilidade de concluir a infraestrutura recai sobre o Governo de Espanha, especificamente através do Ministério do Fomento. O troço galego abrange uma extensão de cerca de 60 quilómetros, desde Vigo até à fronteira com Portugal. O líder do executivo autonómico frisou que o objetivo é que os dois países finalizem as obras em simultâneo. Rueda alertou ainda que eventuais constrangimentos do lado português não devem servir de pretexto para travar a execução em Espanha, reconhecendo de antemão que o esforço de investimento exigido a Portugal é substancialmente superior.
A execução paralela da ligação ferroviária entre Lisboa e Madrid, cuja conclusão se perspetiva para 2034, não gera apreensão na autarquia nortenha. Pedro Duarte foi perentório ao declarar que as empreitadas não competem entre si do ponto de vista da sua execução. O edil portuense vincou que a união à Galiza reveste-se de uma importância estratégica que iguala, ou até supera, a ligação entre as capitais ibéricas, dada a sua capacidade para gerar novas dinâmicas e horizontes de desenvolvimento para a região.
