Sonho do museu de António Variações em Fiscal foi, para já, “engavetado” por falta de verbas

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A homenagem a António Variações na sua antiga escola está em risco. Empreitada falhou e obrigou à devolução de verbas.

O ambicionado tributo a António Variações na sua terra natal sofreu um revés e o projeto voltou à estaca zero. A transformação da antiga escola primária de Fiscal, em Amares, num centro interpretativo dedicado ao icónico cantor está parada e sem data prevista para a retoma dos trabalhos. A situação, diz o Jornal de Notícias (acesso pago) deve-se a um falhanço na execução da empreitada, que obrigou a Junta de Freguesia a devolver cerca de 90.000€ de fundos comunitários que já tinham sido adiantados.

Tudo descarrilou quando a empresa de construção, sediada em Vila Real, abandonou o projeto a meio, alegando dificuldades financeiras. Como se tratava de uma obra financiada pelo Programa de Desenvolvimento Rural, existiam prazos rigorosos a cumprir. Com a saída do empreiteiro e a incapacidade da Junta em encontrar uma solução atempada para terminar os trabalhos, os constrangimentos burocráticos ditaram a perda irremediável do financiamento e a consequente devolução das verbas.

Confrontado com este desfecho, o atual presidente da Câmara de Amares, Emanuel Magalhães, explicou que herdou uma situação já sem retorno. Segundo o autarca, quando tomou posse em outubro passado, a anulação formal da candidatura já tinha sido solicitada, tornando impossível qualquer tentativa de resgate financeiro naquele momento. Ainda assim, a autarquia recusa-se a deixar morrer a ideia. O município garantiu que o projeto continua a ser prioritário e que serão procuradas “soluções alternativas” para financiar e concluir a reabilitação do edifício onde o cantor aprendeu a ler e escrever nos anos 50.

Fica assim em suspenso um investimento que rondava os 215.000€ e que prometia ser uma viagem imersiva pelo universo de António Variações. O plano original previa muito mais do que uma simples exposição: incluía a criação de espaços cenográficos, como a recriação de uma barbearia – ofício que António exerceu antes da fama – e um palco onde os visitantes poderiam vestir a pele do artista. O espaço contaria ainda com a exposição de peças do seu guarda-roupa extravagante e um pequeno auditório para dinamizar a cultura local.

Alexandre Lopes
Alexandre Lopes
Licenciado em Comunicação Social e Educação Multimédia no Instituto Politécnico de Leiria, sou um dos fundadores do Echo Boomer. Aficcionado por novas tecnologias, amante de boa gastronomia - e de viagens inesquecíveis! - e apaixonado pelo mundo da música.
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